Representantes querem a abertura respeitando as recomendações (Foto: Amanda Vieira/JP)

A Acipi (Associação Comercial e Industria de Piracicaba), a CDL Piracicaba (Câmara de Dirigentes Lojistas) e o Sincomércio Piracicaba (Sindicato do Comércio Varejista) ingressaram ontem com uma ação na Vara da Fazenda Pública do Estado, contra o Governo Estadual requerendo a imediata liberação da atividade do comércio varejista na cidade.

De acordo com a ação, não há recomendação técnica da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que determine a impossibilidade de manutenção da restrição ao funcionamento dos estabelecimentos comerciais e o Ministério da Saúde orienta que as medidas devem ser tomadas, por meio de estudos técnicos, de acordo com os dados locais de casos e capacidade hospitalar, além de evidenciar os prejuízos econômicos para o comércio varejista local.

Um levantamento da Fecomercio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), aponta que no Estado de São Paulo, podem ocorrer quedas no faturamento do varejo nos meses de abril, maio e junho durante a pandemia de R$ 60,3 bilhões a R$ 70,2 bilhões.

A ação cita que “considerando a situação gerada pela pandemia, pretende-se obter um provimento jurisdicional que assegure aos substituídos das requerentes, o mesmo tratamento legal que vem sendo dado àqueles estabelecimentos considerados essenciais”.

Entre as propostas estão o funcionamento em horário diferenciado, das 10h às 17h, realização de campanhas publicitárias de conscientização para as necessárias e devidas cautelas que devem ser tomadas, não só pelas empresas e seus funcionários, como pela população em geral.

DIA DAS MÃES
Considerada a segunda melhor data para vendas, o Dia das Mães pode passar em branco no comércio, caso a ação não surta efeito até a próxima semana. O presidente da Acipi, Luiz Carlos Furtuoso, disse que a ação demonstra a preocupação diante do cenário atual. “Precisamos ter dois olhares: social e econômico. A pandemia envolve a situação econômica das empresas e também os empregos. Temos uma grande preocupação com a a saúde da população, mas existem impactos econômicos que serão gerados nas vidas das pessoas”, afirmou.

Para o presidente da CDL, Reinaldo Pousa, a proposta ajudará a diminuir o impacto da pandemia. “O intuito é que a partir desta liminar, o lojista possa abrir de maneira gradativa, com limitações, respeitando todas as recomendações de higiene”, afirmou.

O presidente do Sincomércio Piracicaba, Itacir Nozela, disse que a ação pretende achar um meio termo para abrir o comércio da maneira mais segura possível e assegurar a sobrevivência desses estabelecimentos, sempre se baseando em dados e estudos técnicos para garantir o bem-estar de todos.

Andressa Mota

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