Epilepsia e convulsões noturnas

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Estudo revela que até 45% dos epiléticos têm convulsões à noite, devido à atividade cerebral durante o sono

O sono é um momento muito importante para o corpo; os batimentos ficam mais lentos, a respiração mais calma, os músculos e ossos relaxam, os olhos descansam e o principal, sua atividade cerebral diminui de ritmo.

Quando se trará de ataques de neurológicos durante o sono, em especifico os epiléticos, os especialistas acreditam que as convulsões noturnas (de crises parciais – apenas em um membro; e generalizadas – quando atingem o corpo todo) aconteçam devido a alterações na atividade elétrica cerebral durante os Estágios 1 e 2 do sono (que são os momentos mais leves da noite, ou seja, enquanto o paciente está dormindo ou sonolento).

Em um artigo recente publicado no Journal of Neurology, Neurosurgery & Psychiatry, foi explicado que entre 7,5% a 45% das pessoas que têm epilepsia apresentam as crises convulsivas durante a noite de sono.
E além de perturbarem o descanso, elas impactam na concentração, no desempenho escolar e ainda acabam aumentando as chances de mortes súbitas, pois o descaso do corpo é interrompido diversas vezes.

Diferença entre convulsão e epilepsia

Antes de tudo, é importante entender o conceito de convulsão e de epilepsia: o primeiro nome é dado quando a pessoa tem uma crise convulsiva durante toda a vida. Mas, quando ela apresenta mais do que esta margem de convulsões, é sinal de epilepsia, mas o quadro só pode ser confirmado após o diagnóstico médico.

Quadros Infantis

Apesar de as convulsões e da epilepsia ser mais comuns em bebês e nas crianças, do que em outras faixas etárias, o diagnóstico das convulsões noturnas é mais difícil de ser feito, por causa do momento em que ocorre elas estarem confusas e sonolentas e podem acreditar ser uma parte do sonho. Sem contar que, após o episódio, os pequenos acabam dormindo e, consequentemente, se esquecendo do que aconteceu.
Outro fator que não facilita é que estas crises podem ser confundidas com a mioclonia benigna do sono neonatal – quando ocorrem espasmos involuntários parecidos com as convulsões e com alguns tipos de distúrbios do sono: ranger de dentes; síndrome da perna inquieta e sonambulismo.
Vale ressaltar que quando se trata de ranger de dentes e tensão muscular na boca como únicos sintomas, procure um dentista também, além do neuropediatra, pois pode ser caso de bruxismo, algo menos preocupante do que epilepsia.

Sintomas de convulsões em bebês e em crianças

Ao acordar, os pequenos podem apresentar sinais de que algo aconteceu durante a noite de sono e que merecem a atenção dos adultos, como: Cefaleia, mais conhecida como dor de cabeça; dor na língua, caso tenha mordido durante a crise; fadiga; fraqueza; lesão nos ossos ou nas articulações; suor excessivo (consequentemente, acabam molhando a cama); tensão muscular e tontura.
Por isso, é importante procurar o neuropediatra ao observar qualquer tipo de indícios diferente do esperado para a idade dele. Além disso, somente um especialista poderá solicitar os exames de imagens necessários e prescrever o tratamento mais adequado para controlar o caso.

Larissa Anunciato
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