Esalq anuncia investimento de R$ 20 mi no 120º aniversário

Apesar da crise que abate universidades públicas, unidade local da USP comemora nova era

Diferente de muitas dificuldades financeiras pelas quais gestores de universidades públicas estão passando, o diretor da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), Durval Dourado Neto, anunciou ontem investimentos de R$ 20 milhões no campus e Cena (Centro de Energia Nuclear na Agricultura).

A escola mais tradicional de Piracicaba, ligada à USP (Universidade de São Paulo), completa 120 anos nesta semana. Entre as novidades estão a nova rede lógica para aumento em 100 vezes da velocidade da internet e a inauguração da revitalização do portal monumental com readequação viária de acesso. Ontem, 3 de junho, o diretor da Esalq afirmou que a escola vive uma nova era em seu aniversário. Até 2022 estão previstas reformas no setor de energia do campus, incluindo projetos de instalação de placas fotovoltaicas na Casa do Estudante, na Central de Aulas e no prédio principal do Cena.

Também será possível iniciar reformas e adequações em instalações prediais nas áreas de zoologia, zootecnia e horticultura, além da finalização das obras do anfiteatro Maracanã – estrutura que atende atividades de ensino, pesquisa e extensão no âmbito da graduação e pós-graduação. Para o ano que vem haverá ampliação do sistema de vigilância com a instalação de câmeras de segurança no campus. Sobre a continuidade dos repasses à escola, Dourado Neto informa que a expectativa é a de receber os mesmos valores – na faixa do R$ 200 milhões anuais. “A Esalq é a quinta melhor universidade da área de ciências agrárias do mundo e primeira na América Latina.

A USP tem se preocupado em manter essa excepcional performance após 120 anos.” Em live comemorativa transmitida ontem à tarde pelo canal no YouTube Esalq Mídias, o prefeito Luciano Almeida (DEM) foi o primeiro a falar. Muito simpático, o reitor da USP, Vahan Agopyan, relembrou a história da implementação de níveis superiores no país. “A educação tardia no Brasil, diferente da América espanhola, teve a ousadia e visão de homens que, em 1901, fundaram uma escola de agricultura. Na época, só havia no país a Faculdade de Direito, a Politécnica e outra de odontologia e farmácia” Três estudantes – que ingressaram antes e durante a pandemia de covid-19 – comemoram também o fato de estarem na Esalq. “A estruturação é muito boa porque, mesmo em meio à pandemia e entre as faculdades que estão acabando, os professores conseguiram se adaptar muito bem ao sistema de ensino a distância”, diz Thiago Barbosa Gastaldo, 20, do 4º ano de engenharia agronômica.

João Vitor Araújo Marques da Silva, 15, aluno do 1º ano do mesmo curso de Thiago, concorda com o veterano. “É uma realização muito grande estar numa faculdade aonde sempre quis estudar”. Outro veterano de agronomia Patrick Rechi Berquó, 21, corrobora a opinião dos amigos. “A estrutura e capacidade de fornecer bons materiais didáticos e a ajuda dos professores e dos colaboradores para que os alunos se mantenham motivados nos estudos seguem uma sequência lógica da nossa escola. Isso porque, mesmo com a pandemia e a rotina alterada, temos a mesma qualidade de aula.”

Cristiane Bonin

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