Esclerose Múltipla: como tratar

Foto: Divulgação

Com cerca de 40 mil portadores no Brasil, patologia atinge principalmente mulheres entre 20 e 40 anos

A esclerose múltipla afeta cerca de 40 mil brasileiros. Se trata de uma doença neurológica autoimune, ainda pouco conhecida entre os cidadãos, provoca inflamações em diversas partes do sistema nervoso central, no cérebro, cerebelo e medula. Os sintomas podem variar entre dificuldade para andar, fadiga crônica, falta de coordenação motora, tremor no movimento, perda do equilíbrio, comprometimento da visão, da fala e do funcionamento, da memória e problemas no sistema urinário, por exemplo. Justamente por isso, o amplo processo de conscientização tem sido promovido por entidades médicas, como a Academia Paulista de Neurologia (Apan) e a Academia Brasileira de Neurologia (ABN) permanentemente, com ênfase em todo mês de agosto, batizado de Agosto Laranja.

A EM é uma doença neurológica autoimune degenerativa que mais afeta órgãos de suma importância do corpo humano como o cérebro, olhos e medula espinhal.

Isso acontece porque o nosso sistema imunológico confunde as células saudáveis da bainha protetora dos nervos (capa de gordura que envolve nossas células nervosas. Sua função é proteger essas células e permitir a comunicação entre nosso cérebro e corpo) como “células invasoras”, e começa a ataca-las, corroendo e provocando lesões.

O grupo que mais é afetado são jovens adultos e adultos, sendo a maioria mulheres. No Brasil, estima-se que cerca de 40 mil pessoas tenham a doença, segundo pesquisa da Casa Firjan.

DIAGNÓSTICO
As causas da EM não são totalmente conhecidas pela medicina, contudo existem estudos que apontam fatores genéticos, o ambiente em que a pessoa vive e até mesmo um vírus podem participar de um papel em seu desenvolvimento.

Como em sua maioria os sintomas aparecem de forma leve somem rapidamente (em média uma semana) é difícil o paciente saber que possui essa doença, um exemplo é quando a pessoa fica com a visão turva e no primeiro momento procura um oftalmologista por acreditar ser um problema separado do resto do sistema nervoso.

Existem alguns testes indicados por neurologista que podem mostrar se o paciente tem EM como: teste de função neurológica, punção lombar para análise do líquido cérebro-espinhal e alguns exames de sangue para eliminar a hipótese de outros problemas de saúde. Mas a melhor forma de identificar a esclerose múltipla é utilizando a maquina de ressonância magnética, pois assim consegue apontar o problema desde muito cedo.

TRATAMENTO
Infelizmente a ciência ainda não descobriu a cura desta doença apesar de diversas pesquisas estarem sendo feitas, porém existem tratamentos que podem auxiliar a pessoa para ter uma vida “normal”. O tratamento vai ajudar a conter os surtos da doença e atrasar a chegada dos sintomas, por diagnóstico precoce é essencial para a promoção de qualidade de vida das pessoas que convivem com essa condição.

Existem diversas formas de tratamento, porém o mais debatido no Brasil é o uso dos medicamentos canabinoides que, apesar de já serem legalizados no Brasil ainda recebe muitas dúvidas em relação aos pacientes.

Larissa Anunciato
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