Escolas particulares avaliam volta presencial em setembro

Retorno em setembro será para atividades extracurriculares (Foto: Amanda Vieira/JP)

O retorno oficial às aulas presenciais no Estado de São Paulo foi adiado para 7 de outubro, no entanto, escolas poderão decidir se querem ou não voltar a funcionar já a partir de 8 de setembro, caso a cidade pertença à região na fase amarela – a atual situação de Piracicaba – há mais de 28 dias. O modelo favorece instituições particulares. As principais do município, por exemplo, afirmam estar prontas para funcionar e garantem: um eventual retorno no próximo mês será apenas com atividades extracurriculares e sob consulta a pais e responsáveis.

As unidades do Dom Bosco, por meio da diretora pedagógica dos colégios de Piracicaba, Eliana da Penha Duran Senicato, ainda estudam a necessidade do retorno já a parir de setembro. “Neste momento, o que consideramos correto é o retorno em outubro, sempre sob liberação dos órgãos superiores, da Saúde e da Educação”, ela afirma.

Para a retomada presencial, Eliana ressalta que o Dom Bosco vai respeitar todas as orientações dos protocolos sanitários do governo do Estado, adequando à realidade local, além de manter os já diários atendimentos particulares a alunos e famílias. “Será amplamente divulgado entre os pais e alunos, enquanto o corpo docente já passa por aprimoramento desta nova realidade”. A diretora também sinaliza que o Dom Bosco respeitará o retorno à escola com 35% dos alunos em salas de aula.

O Colégio Piracicabano também descarta o opcional oferecido pelo governador João Dória em um retorno gradual e preparatório em setembro. Como informa a Joselene Rodrigues Henriques, a diretora da instituição, o retorno presencial dos cerca de 500 alunos acontecerá somente a partir de 7 de outubro e o plano de retomada já está pronto.

A decisão, ela explica, atende o desejo de ao menos 80% dos pais dos alunos do colégio. “Fizemos nestes meses uma pesquisa com eles, e 80% respondeu que não querem que os filhos voltem já em setembro”. Joselene ressalta que todas as decisões sobre o ensino formal em meio à pandemia da covid-19 tem o respaldo dos pais e responsáveis. “Em outubro, se pudermos voltar, será gradual, respeitando os 35% e tudo adequado para a segurança dos alunos e do corpo docente”, explica.

Mas a situação é outra no COC Piracicaba. Algumas atividades, como aulas de reforço, retomam na unidade a partir de 8 de setembro, avisa a diretora-geral Marta Cappelletti Zago. “Estamos preparados e possuímos um planejamento para garantir as normas de higienização de todos”. Segundo ela, o movimento é um desejo da maioria dos pais de cerca de 750 alunos. “Já em outubro, quando as aulas presenciais recomeçam, ofereceremos aulas híbridas, para seguir os 35%, isto é, uma mesma aula online, para alunos em casa, e na classe, dentro da escola”, completa.

Reiniciar o acolhimento a partir de setembro é, como o COC, tende a ser a opção do CLQ, que antes vai passar por consulta dos pais dos 1.200 alunos, como revela o diretor Marcos Torigoi. “Faremos um levantamento com os pais na próxima semana”. O planejamento do retorno, explica Torigoi, será também compartilhado com os pais, provando os mecanismos do CLQ em “preservar a vida dos alunos e da família”, ele garante.

O Sesi Piracicaba também prepara o retorno das aulas presenciais, mas uma data ainda não foi mencionada. Nesta semana, a rede apena divulgou o protocolo com os cuidados que deverão ser observados no período de retorno. As diretrizes seguem as recomendações e melhores práticas de órgãos internacionais e nacionais para orientar a volta.

Erick Tedesco