Escolas particulares podem atender mais que 35%

A restrição no atendimento aos alunos nas escolas particulares conforme prevê o Governo do Estado de São Paulo no combate à Covid-19 é questionável entre mantenedores e pais de alunos de Piracicaba.

Conforme decreto estadual 65.680, publicado na última sexta-feira (dia 7), está mantida até o próximo dia 23 a recepção de apenas 35% dos alunos em cada escola (particular, estadual e municipal). Um dos representantes das instituições particulares e sócio proprietário da Escola de Educação Infantil Aquarela, Gilson Barrichello Junior, sinaliza que a capacidade das estruturas no ensino privado da cidade pode atender um número maior de estudantes e que os pais estão descontentes com a falta de frequência maior de seus filhos na escola.

Barrichello Junior relata que o ensino privado local tem cumprido com rigor as determinações do governo estadual, sempre sob orientação e supervisão da Vigilância Sanitária e Secretaria da Educação. Entretanto, os proprietários de escolas e pais estão descontentes com o formato enxuto de atendimento. “Na opinião dos mantenedores e, também, da maioria dos pais, 35% é muito baixo frente à capacidade útil em metros quadrados das escolas dentro de um atendimento seguro”, diz o representante das escolas particulares na cidade. Para ele, é possível ampliar a recepção de estudantes com respeito a todos os protocolos de segurança. Ainda conforme Barrichello, desde setembro do ano passado, não houve nenhum caso registrado para covid-19 na faixa etária atendida pelas escolas particulares – o que corrobora para a inclusão de mais alunos na rotina escolar presencial. Outros fatores motivam a abertura mais ampla das escolas particulares. “Esse percentual também é muito baixo para suprir os custos envolvidos sem comprometer a qualidade, que é prioridade para as particulares. E há a necessidade de muitos pais que precisam da escola por trabalharem em atividades essenciais”, explica Barrichello.

O assunto não atinge apenas pais de alunos nas escolas privadas. Thais Graciane Medeiros, 41, é merendeira e mãe de Matheus, 13, e Lucas, 11, e se queixa sobre as poucas vezes na semana que consegue deixar as crianças na escola pública. Entre procurar emprego e arrumar um responsável para supervisionar seus filhos, a vida de Thais tem sido difícil. “Mesmo estando em casa, nada é como o ensino vindo de um professor.” A prefeitura informa que as escolas municipais também seguem o que foi determinado pelo Governo do Estado.

Cristiane Bonin

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