Espera por cirurgia em Piracicaba chega a 3 anos

Audiência foi realizada na Câmara de Vereadores na semana passada. (Crédito: Divulgação)

 A fila de espera por uma cirurgia na área de ortopedia, em Piracicaba, chega a três anos. No setor de oftalmologia há paciente aguardando por uma cirurgia de glaucoma há dois anos.

Durante audiência pública realizada na última quarta-feira (15), na Câmara de Vereadores, pacientes e familiares expuseram o drama de quem aguarda há anos por um procedimento nessas áreas. O secretário Pedro Mello, que participou nas duas horas do evento, ouviu as queixas e prometeu encaminhamento dos casos apresentados.

A moradora do bairro Nova Suíça, Nicole Pereira Coelho, disse que o sogro aguarda por uma cirurgia da coluna há três anos e perguntou ao secretário quanto tempo vai levar para que ocorra o atendimento.

O diretor da Associação dos Moradores da Água Branca, Vicente Souza Duarte, destacou a fila de espera do Instituo Suel Abujamra, na Capital, que tem uma parceria com a Prefeitura de Piracicaba para atender casos, como glaucoma. “Eu estou há dois anos na fila, mas sempre me dizem para esperar, esperar e esperar”, disse.

A audiência foi uma iniciativa do vereador Paulo Campos (PSD), segundo ele, motivada pela reclamação sobre a demora para atendimento nas áreas de oftalmologia e ortopedia.

Fui eleito com quase cinco mil votos e a minha prerrogativa é fiscalizar o poder Executivo. Contudo, recebo no gabinete um número significativo de pessoas que procuram, já enderecei alguns encaminhamentos e agora estamos em uma noite bastante produtiva”, disse Campos.

O secretário Pedro Mello apresentou dados sobre investimentos do poder público na tentativa de melhorar o fluxo de atendimento na rede. Ele encaminhou as demandas para a equipe e lembrou que os problemas, no geral, são pontuais. “Nós enfrentamos fatores que agravam o atendimento na saúde, como o aumento da população, menor taxa de natalidade, índice de envelhecimento e a crise econômica, mas o nosso esforço é sempre no sentido de ampliar os serviços e acolher”, disse.

Entre os principais problemas citados por Mello está o aumento da demanda. Segundo ele, entre 2016 e 2019, cerca de 12.152 deixaram os planos de saúde em Piracicaba e, agora, dependem do atendimento do SUS. A prefeitura custeia 70% dos recursos, enquanto tem tido menor repasses do Governo Federal.

Beto Silva

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