Esporotricose: doença que afeta gatos e humanos; conheça os sintomas e como se dá a transmissão

Foto: Divulgação

Tutores podem contrair a “doença do jardineiro” – infecção por fungo – ao serem arranhados ou mordidos

Uma doença pouco conhecida, mas que acomete seres humanos e diversas espécies animais, como cães, gatos e tatus, cuja manifestação característica é o aparecimento de ferimentos e úlceras na pele e nas mucosas, é a esporotricose, também conhecida como a “doença do jardineiro”.

A infecção por fungo, causada pelo Sporothrix, geralmente está presente no solo, palha, vegetais, espinhos e madeiras. O gato está entre os principais vetores de transmissão, que costuma acontecer quando o felino tem alguma ferida aberta no corpo ou por espinhos que perfuram ou arranham sua pele.

Humanos também podem contrair a doença ao serem arranhados ou mordidos pelo animal contaminado e também se estiverem feridos e encostarem na área infectada do felino.

O número de casos da doença aumentou 1.342% na Capital paulista, neste ano. Dados da Secretaria de Saúde de São Paulo indicam que, nos últimos dez anos, entre 2011 e 2021, a quantidade de felinos diagnosticados com o problema saltou de 71 para 1.024.

Confira, abaixo, alguns esclarecimentos feitos pela médica veterinária Júlia Flórios, de Piracicaba, sobre a esporotricose.

SINTOMAS
Em gatos, os sintomas mais comuns são feridas profundas na pele (úlceras), normalmente na cabeça e nas orelhas, de coloração avermelhada, que apresentam secreção úmida, não cicatrizam e se espalham rapidamente pelo corpo, além de inchaço no nariz.

Os sintomas iniciais em humanos são lesões similares a uma picada de inseto, elas começam como um pequeno “caroço vermelho”, que pode virar uma ferida, nas extremidades do corpo, como pés e mãos. Nos casos mais graves em humanos, por exemplo, quando o fungo afeta os pulmões, podem surgir tosse, falta de ar, dor ao respirar e febre. Os sintomas se assemelham aos da tuberculose.

Mas o fungo também pode afetar os ossos e articulações, manifestando-se como inchaço e dor aos movimentos, sintomas bastante semelhantes ao de uma artrite infecciosa. Em ambos os casos tanto em gatos quanto em humanos, a doença pode evoluir para um quadro grave e matar.

TRATAMENTO
A doença tem tratamento e, na maioria dos casos humanos e em animais, pode ser feita com a administração de antifúngico, por meses ou mais de um ano. O fármaco deve ser receitado por médico ou veterinário.

PREVENÇÃO
A higienização do ambiente pode ajudar a reduzir a quantidade de fungos dispersos e, assim, novas contaminações. É também importante lavar bem as mãos ao manusear o animal. Gatos devem ter o acesso restrito ao ambiente externo, porque quando saem de suas casas de forma independente, estão mais expostos ao risco de se contaminarem e transmitirem diversas doenças. O gato ao manipular troncos de árvores para afiar unhas, carrega estes fungos com ele.

Laís Seguin
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