Estado alerta que primatas não transmitem a varíola do macaco

Foto: Shutterstock

Todos os casos foram por transmissão entre humanos

A Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo, por meio da Comissão Pró-Primatas Paulistas, divulgou comunicado nesta segunda-feira (25) informando que o Monkeypox virus, embora seja conhecido por causar a “varíola do macaco”, é um vírus que infectou roedores na África; os macacos, assim como o homem, são hospedeiros acidentais.

Apesar de o vírus receber essa nomenclatura, informou a pasta, o mesmo não tem a participação dos primatas na transmissão para as pessoas. “Todos os casos identificados até o momento pelas agências de saúde no mundo foram atribuídos à contaminação por transmissão entre humanos”, informou a pasta acrescentando que o alerta é importante para que a população tenha consciência de que a espécie não é responsável pela existência do vírus e nem por sua transmissão e não deve sofrer nenhuma retaliação, como agressões, mortes, afugentamento, ou quaisquer tipos de maus-tratos.

“Vale ressaltar que os primatas fazem parte da nossa biodiversidade, possuem papel fundamental na manutenção das florestas, além de auxiliarem nos serviços ecossistêmicos. Segundo o artigo 29 da Lei 9.605/98 é crime ambiental matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida, o que pode gerar pena de seis meses a um ano de detenção, mais multa”, acrescentou o comunicado. De acordo com a Comissão Pró-Primatas, ao avistar algum macaco doente ou morto, a pessoa deve avisar aos órgãos de saúde do município.

Na Região, o único caso de varíola do macaco registrado até o momento é de um homem de 38 anos, morador de Santa Bárbara d’Oeste. O paciente segue em observação pelas autoridades de saúde do Estado e do município.

COMISSÃO PAULISTA
O Brasil possui 123 espécies de primatas distribuídas em cinco famílias, que representam aproximadamente 25% dos indivíduos em nível mundial. No Estado de São Paulo, existem dez espécies, seis das quais ameaçadas de extinção, como o bugio, o mico-leão-da-cara-preta, além do Muriqui do sul.

Beto Silva
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