Estado usa tecnologia e programa social contra evasão

Foto: Alessandro Maschio/JP

De acordo com Secretaria de Educação cerca de 770 mil alunos vivem na pobreza ou extrema pobreza

Com a pandemia do novo coronavírus, as desigualdades sociais ficaram mais evidentes. Quando o ensino à distância entrou na rotina dos estudantes, as autoridades da Educação foram obrigadas a ter um olhar às comunidades rurais e aquelas onde a tecnologia ainda não é uma realidade. Desde abril de 2020, o Governo do Estado de São Paulo direcionou esforços para garantir a educação a todos os cerca de 3,5 milhões de estudantes. De acordo com dados da Secretaria de Educação do Estado, aproximadamente 770 mil alunos em situação de pobreza ou extrema pobreza. No sentido de garantir o acesso às aulas, o Centro de Mídias do Estado desempenhou e tem desempenhado papel fundamental na garantia do direito.

Segundo a coordenadora do centro, Bruna Waitman, a proposta é atender a todos os estudantes do Estado, atendendo 100% dos conteúdos. Para os estudantes das áreas urbanas e rurais onde há sinal de internet, foram disponibilizados chips de operadoras a partir de um levantamento de onde cada empresa era melhor acessada.

Já nas áreas onde o sinal de internet não chega, segundo a coordenadora, foram disponibilizados dois canais de TV. De acordo com os dados da Secretaria de Educação, por meio do repasse regular do PDDE (Programa dinheiro Direto na Escola), em 2020, as escolas estaduais receberam R$ 700 milhões em recursos, enquanto neste ano, as unidades de ensino estão recebendo o mesmo valor. Segundo a pasta, os recursos estão disponíveis para complementar a compra de equipamentos tecnológicos.

Neste ano, a media de repasse por escola é de R$ 95 mil e cada unidade decide como usar os recursos.

Diante do número de alunos na rede estadual, o governo precisou garantir o acesso e, para tanto, o investimento em equipamentos: R$ 1,2 bilhão. Segundo Bruna, desde setembro de 2020, houve um aumento de 50% no número de alunos que passaram a aderir às aulas online, saltando de 1,9 milhão para 2,85 milhões. “Uma pesquisa aponta que 53% dos estudantes acompanham as aulas pela TV”, afirmou Bruna.

EVASÃO
A preocupação do Estado, segundo a coordenadora do Centro de Mídias estão na evasão escolar. “Uma pesquisa aponta que os filhos de famílias sem instrução tem 32% a menos de chance de concluir o ensino médio” , aponta.

Em julho, o Governo do Estado lançou o Bolsa do Povo Educação para os estudantes mais vulneráveis do ensino médio da rede estadual de Educação.

A ação prevê o pagamento de benefício no valor de R$ 1 mil, por ano letivo, e tem como objetivo principal o combate à evasão escolar. O programa é um braço do Bolsa do Povo Educação, criado pelo Governo de São Paulo para auxiliar as famílias a superarem os desafios educacionais e financeiros provocados pela covid-19.

No total, o Governo de SP vai investir R$ 400 milhões no programa, com aportes de R$ 100 milhões ainda em 2021 e de R$ 300 milhões no ano letivo de 2022. Por meio do novo benefício, o Governo de São Paulo pretende manter os jovens do ensino médio na escola, estimulando a participação nas atividades escolares e, consequentemente, melhorando a aprendizagem.

Beto Silva
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