Estados Unidos devem anunciar nova doação de vacinas ao Brasil em até 15 dias

(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Ainda não se sabe quantas doses serão doadas e nem de que fabricante será o imunizante

O governo americano deve anunciar nos próximos 15 dias a doação de mais doses de vacina contra Covid-19 ao Brasil, segundo fontes envolvidas nas negociações. A nova remessa deve acontecer através de doação direta, sem intermediação do consórcio internacional Covax Facility.

Ainda não se sabe quantas doses serão doadas. Há 15 dias, os EUA anunciaram a doação de 3 milhões de vacinas da Janssen, do grupo Johnson & Johnson, ao Brasil. As doses chegaram ao País na mesma semana.

O transporte foi feito em avião comercial da Azul Linhas Aéreas. Ainda não está acertado se as novas doses serão da mesma farmacêutica ou da Pfizer. A vacina da Janssen é de dose única, enquanto a da Pfizer exige duas doses para imunização.

Desde março o governo brasileiro vem negociando com os EUA para a doação de vacinas. As tratativas são feitas pela Embaixada do Brasil em Washington, junto com o Ministério da Saúde e com a cúpula do Itamaraty em Brasília, diretamente com a Casa Branca.

Carta de Bolsonaro a Biden

No último domingo, 4 de julho, o presidente Jair Bolsonaro enviou uma carta ao americano Joe Biden para cumprimentar o presidente dos EUA pelo dia da independência americana. No texto, Bolsonaro agradeceu pelo envio das vacinas.

Esta foi a quarta carta de Bolsonaro a Biden, desde que o democrata tomou posse em 20 de janeiro. Até agora, os dois presidentes não conversaram por telefone, apesar de reuniões entre o alto escalão dos dois governos acontecerem com frequência.

Diplomatas brasileiros têm argumentado ao governo americano que o País vive uma situação peculiar, não só pela gravidade da crise de saúde como também pela ampla capacidade de vacinação e expertise no tema. Fontes do governo brasileiro indicam aos americanos que podem inclusive ajudar na logística de envio de vacina a países vizinhos ou nações da África de língua portuguesa, por exemplo.

Em paralelo às doses que os EUA estão negociando agora, há uma discussão sobre as doses de vacina dos americanos que irão vencer em setembro. Segundo fontes envolvidas nas tratativas, o consórcio Covax Facility não conseguirá dar vazão à distribuição de 20 milhões de doses com vencimento próximo. Por isso, os americanos também estudam novas remessas de compartilhamento direto bilateral, menos burocrático e mais rápido, o que alimenta entre as autoridades brasileiras a esperança do envio de ainda mais doses de vacina ao País no segundo semestre.

O Ministério da Saúde propôs aos americanos comprar vacinas paradas nos EUA ou estabelecer um mecanismo de permuta, mas a Casa Branca optou pelo sistema de doação. O governo Biden anunciou a doação de ao menos 80 milhões de doses de vacina contra Covid-19 para outros países.

Agência Estado

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