Estágio é aliado na hora de incrementar o currículo

(Foto: pch.vector)

Com o desemprego cada vez maior, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) – 12,6 milhões de brasileiros desempregados – as empresas estão se tornando seletas na escolha de seus funcionários e a experiência ou um currículo mais extenso ganham mais. Com isso os jovens estão com dificuldades para entrar no mercado de trabalho. Ainda na pesquisa do IBGE 25,8% dos jovens entre 18 a 24 anos estão com problemas em serem inseridos no mercado.

Em um cenário tão negativo para os jovens, de acordo com o presidente da Abres (Associação Brasileira de Estágios), Seme Arone Junior o estágio se torna uma saída para quem quer ganhar mais experiência. “Antes de tudo é preciso frisar: o ato educativo escolar não é emprego”, informa Arone ao dizer que o estágio, por ser um trabalho de cunho educativo, possui características diferentes da contratação CTL (Consolidação das Leis do Trabalho) ou seja, o empregador não tem a obrigação de assinar carteira de trabalho, dar o 13º salário entre outros direitos impostos pelas leis trabalhistas.



O contrato feito no caso de estágios são documentos normativos que definem as atividades como uma ação de aprendizado a ser desenvolvida em um ambiente de trabalho.

Mas nem tudo são desvantagens. Arone diz que o estágio tem uma carga horária inferior ao do trabalhador comum, indo de 6 horas diárias e 30 horas semanais e, no caso da educação especial, são 4h por dia (20h por semana). “Essa carga menor foi estabelecida justamente para preservar a característica educativa do estágio. A prioridade do aluno é a escola, logo, o período na corporação deve ser um complemento para seu contato com o mundo corporativo”, complementa o presidente.

Como dito, o estágio apesar de não ser um emprego, de acordo com Arone é o primeiro passo para conseguir um, a maior complementação no currículo e dependendo o local, após dois anos de estágio a empresa é obrigada a contratar, ou na finalização dos estudos em que o estagiário não pode mais continuar nessa função a organização por já ter um funcionário treinado efetiva o trabalhador. “Dessa maneira, o discente aproveita a chance para ter mais confiança com as novas responsabilidades. Além disso, descobre novidades sobre seu potencial. Socialmente, também melhora a qualidade de vida e patrocina os estudos por meio da bolsa-auxílio e demais benefícios”, enfatiza.

Larissa Anunciato