Caso foi registrado no plantão policial (Claudinho Coradini/JP)

Uma estudante de 26 anos procurou à Polícia Civil. Ela alegou ter sido sequestrada e mantida sob cárcere privado. A vítima informou que na noite da quinta-feira (17), chegava em sua casa, na Vila Fátima quando foi abordada por duas mulheres e um homem, que a forçaram a entrar em um carro e colocaram uma fita adesiva em sua boca.  Segundo a vítima, quatro pessoas participaram da ação. A estudante disse também que foi agredida antes de ser libertada. A Polícia Civil apura denúncia, de que um dos envolvidos seria um policial militar. O caso começou a ser investigado pelos policiais civis da Deic (Divisão Especializada de Investigações Criminais).

O comandante do CPI-9, coronel William de Cerqueira Leite Martins informou que a Polícia Militar também instaurou uma investigação preliminar sobre o caso e a apuração seguirá com a Polícia Civil.

O CASO

Segundo o boletim de ocorrência, a estudante chegou em casa, acompanhada de sua mãe e padrasto. Ela abria o portão, quando percebeu que o condutor de um Fiat Moby estacionou na calçada. Desceram duas mulheres e um homem que a obrigaram a entrar em um carro. Depois eles trocaram de veículo próximo ao cemitério do bairro. Seguiram em direção a São Pedro.

A vítima relatou que a todo momento era agredida pelos criminosos exigindo que ela entregasse algumas caixas de um título de capitalização. Dias atrás o patrão de seu padrasto foi roubado e desconfia que seu padrasto teria alguma participação na ação criminosa e, portanto, seu sequestro poderia ser uma forma de intimidá-lo, inclusive, ele passou a receber ameaças de um policial militar. A estudante foi abandonada em um canavial de Rio das Pedras, mas foi localizada por uma equipe da Polícia Militar, que fazia patrulhamento naquela região. A vítima foi orientada a realizar exame de corpo de delito no IML (Instituto Médico Legal).

Cristiani Azanha

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