Estudante de 8 anos é prata em olimpíada nacional de astronomia

Foto da estudante Maria Eduarda
Maria Eduarda conta que adora aprender sobre astronomia | Foto: Amanda Vieira/JP

Maria Eduarda Desidério Giacomini, de 8 anos, então aluna do 1º ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal Maximiano Fermino Gil, assim como a ex-aluna do Sud Mennucci Camila Barrilao, é outra medalhista de Piracicaba no OBA (Olimpíada Brasileira de Astronomia). Fascinada pelo universo, a garota, que agora entrará no 2º ano, na mesma escola, teve ajuda dos pai e da professora Ágatha Battonyai Valeriano para conquistar a medalha de prata.

A estudante está feliz com o resultado. “Respondi perguntas sobre o universo e adorei participar da olimpíada”, disse por intermédio do telefone da mãe, Denise Ferreira Desiderio Giacomini. Maria Eduarda se considera estudiosa e diz que quer muito a volta presencial às aulas, quando possível.

Ágatha, a professora, lembra que esta foi a primeira edição virtual do OBA. “Um desafio para todos”. Ela conta que conta, ainda, de lecionar em uma escola rural, o que aumentou a distância com os alunos neste momento pandêmico. “Só nos comunicávamos pelo Whatsapp, além do fato da internet no bairro ser ruim. Tentava fazer videochamadas com eles, mas caía muito”.

Quando saiu a decisão da OBA de que a prova seria virtual, revela Ágatha, a inscrição da escola na competição já estava feita, porque seria realizada presencialmente, em sala de aula. “Eles nunca tinham participado, então pedi autorização à diretora Raquel Peixoto de Carvalho e fiquei responsável pelo contato com a equipe organizadora. E fui autorizada”.

Mas também foi necessário uma dinâmica de sensibilização junto aos pais dos alunos, afirma a professora. “Perguntar do interesse do aluno participar e fazendo o convite, reforçando que os pais teriam que aderir ao desafio, já que a competição aconteceria de casa”.

De todos os convites, apenas seis aceitaram, conta Raquel. “Lembrando que são crianças do primeiro ano do Fundamental, em fase de alfabetização. E nos preparamos juntos”. E além da medalha de prata conquistada por Maria Eduarda, Ágatha aponta a importância do incentivo ao conhecimento científico. “Despertar a curiosidade de saber mais. E por todos os alunos e famílias que ajudaram”.

A exposição de Piracicaba na OBA, tanto com Maria Eduarda como a outra medalhista, Camila Barrilao (medalha de ouro pela Escola Estadual Sud Mennucci), como ressalta a professora, mostra a força feminina na ciência. “Você pede para alguém imaginar a figura de um cientista e acredito que quase todos vão fazer a imagem de um homem, velho e branco. Então a escola tem que incentivar as meninas”, finaliza.

Erick Tedesco | [email protected]

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