Estudantes questionam proibição de manifestações na Esalq

Norma proíbe manifestações no campus. (Crédito: Amanda Vieira/JP)

O DCE (Diretório Central dos Estudantes Livre da USP) “Alexandre Vannucchi Leme” se posicionou contrário à portaria 004, de 05 de março, publicada pelo prefeito do campus da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz) em Piracicaba, Roberto Arruda de Souza Lima. O documento trata de manifestações acadêmicas no campus Luiz de Queiroz.

Segundo o comunicado assinado pela Gestão Nossa Voz do DCE Livre da USP, o documento apresenta diversas normas que desrespeitam princípios democráticos de liberdade de expressão e livre manifestação dos estudantes e das entidades estudantis.

O diretório destacou que o artigo 4° estabelece que “não poderão ocorrer manifestações com adoção de preferências ideológicas, religiosas, políticas e raciais, bem como quanto ao sexo e à origem”, tampouco “adoção de posições de natureza partidária”.

“Ao afirmar que estão vedadas essas manifestações, o conselho gestor assume, por sua vez, uma posição ideológica de ataque aos direitos democráticos e à liberdade de expressão. Esse texto é uma evidente tentativa de censura, que no atual contexto político significa mais um ataque à nossa jovem democracia e contradiz a própria Constituição Federal de 1988, que no seu Artigo 5°, inciso XVI, dispõe que todos os cidadãos podem reunir-se pacificamente […] em locais abertos ao público, independentemente de autorização”, traz a nota.

No comunicado aos estudantes, o diretório informa que ‘2019 foi um período de intensas mobilizações na Esalq/Usp, onde diversos estudantes, professores e funcionários foram às ruas do campus e da cidade de Piracicaba em defesa da educação brasileira, denunciando o desmonte do ensino público e da ciência brasileira’.

Além disso, segue a nota, também foram organizadas uma série de manifestações para denunciar a conivência da instituição em relação aos casos de violência contra as mulheres da comunidade esalqueana.

Os estudantes questionam os dirigentes sobre a motivação para a publicação da portaria enquanto não há nenhuma efetividade em proteger as vítimas de violência no campus.

A Esalq foi procurada ontem, via assessoria de imprensa, para comentar a posição e críticas do DCE, mas até o fechamento desta matéria não houve retorno.



Beto Silva

[email protected]jpjornal.com.br



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