Relatório aponta ações emergenciais em curto, médio e longo prazo para o uso hídrico adequado. (Foto: Amanda Vieira/JP)

Uma série de alternativas para o abastecimento de água na Bacia do Rio Corumbataí ao longo dos próximos 20 anos foi apresentada recentemente durante reunião técnica na Agência das Bacias PCJ, em Piracicaba. A atividade fez parte da terceira etapa do estudo que visa estabelecer cenários e planejamento das alternativas de abastecimento de água para os nove municípios que pertencem a esta bacia: Analândia, Corumbataí, Cordeirópolis, Charqueada, Ipeúna, Itirapina, Piracicaba, Rio Claro e Santa Gertrudes. O estudo deve ser concluído em novembro.

O projeto foi contratado pela Agência das Bacias PCJ em outubro de 2018, por deliberação dos Comitês PCJ. A empresa vencedora da licitação foi a Engecorps Engenharia. O investimento é de cerca de R$ 480 mil, com recursos provenientes da Cobrança PCJ Federal (cobrança pelo uso da água em rios de domínio da União). O estudo traz as vazões captadas pelos diversos usuários (irrigação, humano, animal e industrial) para os próximos 20 anos e os cenários de disponibilidade de água em função da simulação dos consumos de água pelos diversos usuários.

Com esses dados, a empresa apresentou um relatório com as ações emergenciais em curto (5 anos), médio (10 anos) e longo prazo (20 anos), que deverão ser realizadas visando o uso adequado dos recursos hídricos. “Esse estudo é essencial, pois vai apontar e definir as ações necessárias nos próximos 20 anos contra o risco de falta de água na região da Bacia do Corumbataí. Estamos nos antecipando, como forma de prevenção contra possíveis crises hídricas no futuro”, ressaltou a coordenadora de Projetos da Agência das Bacias PCJ, Elaine Franco de Campos.

A coordenadora explica que o estudo apresenta alternativas de intervenções, estruturais e não estruturais, para promoção da compatibilização entre disponibilidades e demandas hídricas, visando solucionar os conflitos identificados. As alternativas consideram a possibilidade de reúso de água, novos barramentos e captação subterrânea (aquífero Guarani ou outros aquíferos). “Essas alternativas devem representar aspirações sociais factíveis de serem atendidas no futuro de longo prazo”, observou.

Para cada conflito evidenciado (maior demanda de água em relação a disponibilidade hídrica), foram apresentadas no mínimo duas alternativas. Após a aprovação das alternativas, deverão ser apresentadas as ordens de prioridades das obras e ações a serem implantadas. A quarta e última etapa, prevista para o mês de novembro.

 

Da Redação

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