ETE Capim Fino participa do desenvolvimento econômico da cidade

É impossível falar sobre o progresso de Piracicaba sem pensar na importância do complexo automotivo da Hyundai, do Parque Tecnológico e do Distrito Industrial Uninorte, três polos de desenvolvimento, geração de renda e de postos de trabalho no município. Da mesma forma, é preciso destacar o papel da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Capim Fino, unidade que trata de maneira eficiente boa parte dos esgotos provenientes dessas regiões de grande relevância econômica.

  A ETE Capim Fino é uma das unidades operacionais que integram o sistema de esgotamento sanitário de Piracicaba, de responsabilidade da concessionária Mirante por meio de uma PPP (Parceria Público-Privada) com o Semae.

Um dos diferenciais da ETE Capim Fino em relação às outras unidades de tratamento de esgoto, é o fato dela ser compacta e operar com o eficiente e funcional sistema UBOX – tecnologia que combina os sistemas aeróbio e anaeróbio no tratamento de esgotos municipais.

“Esse sistema UBOX permite que a maior parte da matéria orgânica seja inicialmente consumida no sistema anaeróbio, reduzindo assim o volume de esgoto que se destina à parte aeróbia. Consequentemente, é mais eficiente quanto ao consumo de energia do que uma ETE convencional e gera menos lodo no final do processo”, observa Laís Fonseca Gomes, coordenadora de Operações e Serviços da concessionária Mirante.

Além desses benefícios, de ocupar menos espaço, ser mais eficiente no consumo de energia e diminuir a geração de lodo, a ETE Capim Fino também não produz odor. “Isso acontece porque o sistema anaeróbio é fechado, o que evita a emissão de gases”, acrescenta Laís.

Segundo Diego Cesar Alli, supervisor das estações de tratamento de esgoto da Mirante, um dos grandes méritos da ETE Capim Fino é o tratamento eficiente de efluentes brutos vindos de indústrias da região. “Por causa desse volume de efluentes industriais, a carga de entrada é mais alta. Mas após o esgoto passar pelo tratamento, são obtidos altos níveis de remoção de DQO (demanda química de oxigênio) e DBO (demanda biológica de oxigênio)”, conta. “Depois disso, o efluente pode ser devolvido à natureza sem provocar impactos ambientais e em total conformidade com os parâmetros estabelecidos por leis e normas técnicas”, salienta o supervisor.

Localizada na rodovia Deputado Laércio Corte (km 137,5), a capacidade de tratamento de esgoto da ETE Capim Fino gira em torno de 45 litros por segundo (0,045 m3/s). “Mesmo tendo um tratamento compacto, a unidade tem uma eficiência operacional acima dos 90%”, diz a coordenadora de Operações e Serviços.

A unidade atende uma população estimada de 20 mil habitantes que residem e/ou trabalham nos bairros Santa Rosa, Capim Fino, no Complexo Hyundai, no Parque Tecnológico e no Uninorte. 

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