‘Eu quero fazer a minha história no jiu-jitsu com vários títulos’

Quando pequena, Emanuelly Paiva Generoso não dava sossego para seus pais. Sempre ativa ao extremo, não parava quieta; tinha energia de sobra para não perder o pique em nenhum momento. Com toda essa agitação, Manu Generoso, como é mais conhecida, não teria outro destino senão os esportes de luta. Começou no judô, aos 6 anos, mas logo conheceu sua grande paixão: o jiu-jitsu. Hoje, aos 13 anos, ela está na categoria infanto-juvenil B, faixa laranja, e recentemente conquistou o título de campeã Brasileira de Jiu-Jitsu, em Barueri, cidade da Grande São Paulo. Manu, que atualmente é atleta da academia Alliance-Piracicaba e é orientada pelos professores Flávio Junqueira e Roberta Medeiros, tem planos ousados para o futuro, entre eles a conquista do mundial de jiu-jitsu e posteriormente a migração para o MMA – Mixed Martial Arts ou Artes Marciais Mistas. Com tanto sucesso sendo ainda tão jovem, Manu Generoso é o orgulho de seus amigos, pais e professores, além de ser uma das grandes promessas dos esportes de luta do Brasil. Nesta entrevista concedida ao Jornal de Piracicaba, ela conta um pouco de sua trajetória como atleta.

Como começou no esporte? Foi direto para o Jiu-jitsu ou passou por algum outro esporte antes?

Eu comecei pelo judô. Só que eu acho que fiz uma semaninha somente. Depois, eu parei por que não dava para minha mãe me levar. E aí eu já entrei em contato com o Instituto do Bugão, mas não tinha vaga. Eu ligava todos os dias e mandava mensagens perguntando se havia vaga. Até que um dia eu consegui. Fui até lá, fiz uma aula e gostei.

Por que se interessou pelo esporte tão cedo? Você sempre foi agitada quando era criança?

Sempre fui agitada. Nunca consegui ficar parada, quieta no lugar. Sempre gostei de luta, sempre assistia às lutas na TV. Eu ficava doida em ver o pessoal saindo na porrada, saindo na mão. Até que um dia eu falei pra minha mãe: ‘quero fazer luta’. Ela me levou e eu me apaixonei pelo esporte, me apaixonei pelo jiu-jitsu e é um esporte que eu quero levar para a minha vida toda.

Sua mãe e seu pai sempre te apoiaram nessa sua decisão de atuar em um esporte de luta?

Eles sempre me apoiaram, sempre me incentivaram e estão sempre me apoiando e me dando motivação para mim continuar (sic) e não desistir de todos os meus sonhos no esporte.

O que é o esporte para você?

O esporte trabalha a disciplina, trabalha o caráter, o respeito com as pessoas. Eu tenho uma frase que eu carrego sempre comigo que é ‘Não desista nunca dos seus sonhos’. Vá´a luta e não importa quantas vezes você cair. Vai levantar e tentar de novo, tentar de novo… até conseguir o seu objetivo na vida…

E como é o seu dia a dia? É bem corrido estudar e treinar, não?

Sim. É bem corrido mesmo. Eu vou para a escola das 7h às 14h. Depois vou para minha casa, troco de roupa, almoço e venho para a musculação; saindo da musculação, eu venho para o jiu-jitsu e fico até as 21h.

E o Brasileiro de Jiu-Jitsu que você ganhou recentemente, em Barueri (SP)? Conte para nós…

O Brasileiro é a partir dos quatro anos e vai até os 15 anos. No Brasileiro, eu estava no amarelo e preto. E depois que eu fui para a faixa laranja. Foi muito treino… Ganhei as duas lutas por finalização. A primeira foi no ‘mata-leão’ e a segunda eu finalizei no estrangulamento lateral. Foram adversárias bem fortes, bem técnicas, só que eu sempre coloquei na minha mente que estava mais preparada que elas.

Na sua escola você já virou uma celebridade, com tanto sucesso conquistado no esporte…

Depois que eu ganhei o Brasileiro, os professores e meus colegas ficaram muito orgulhosos. Mas os que mais ficaram orgulhosos foram o professor Thiago, a Natália, a Jaine e a professora de Português, a Rafaela. E o professor Ronaldo, que até fez uma pequena homenagem para mim na sala de aula. {A Manu estuda na EE Hélio Nehring}.

O jiu-jitsu é um esporte com uma tradição bem brasileira. Mas você pretende seguir nessa arte ou pensa em outra, como o MMA, por exemplo?

Eu quero fazer a minha história no jiu-jitsu primeiro, conquistar vários títulos importantes que têm pelo mundo e depois quero migrar para o MMA.

Então você sonha com o MMA? Por que o MMA?

Porque é uma junção de todas as artes e porque eu sempre gostei de ver murro; gosto de soco, chute… Gosto de ver pessoas saindo na porrada… E não é nem tanto por dinheiro ou fama. É sonho! Mas, como eu te disse, somente depois que eu fizer a minha história no jiu-jitsu e conquistar o mundial. Aí sim, eu quero migrar para o MMA.

Você falou em Mundial, mas é só a partir dos 15 anos…

Na verdade, é a partir dos 16 anos, na categoria juvenil, faixa azul. O Campeonato Mundial e o Campeonato Brasileiro acontecem uma vez por ano.

E o futuro? Como está sua agenda?

Ainda estão rolando os campeonatos paulistas. Dia 26, eu vou para Valinhos competir o campeonato regional. E tem muitos torneios que eu quero ir ainda neste ano de 2022. E pretendo ainda ser campeã paulista 2022.

Erivan Monteiro
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