Europa alerta para outra condição sanguínea rara como potencial efeito colateral da vacina da AstraZeneca

Foto: AFP

Agência Europeia de Medicamentos recomenda que pessoas que já sofreram com síndrome de extravasamento capilar não usem o imunizante contra a Covid-19 desenvolvido pela AZ com Oxford

O regulador de medicamentos da Europa identificou nesta sexta-feira uma nova condição sanguínea rara como potencial efeito colateral da vacina contra a Covid-19 de Oxford/AstraZeneca. Informou também que está investigando casos de inflamação cardíaca após a vacinação com todos os imunizantes contra a doença. As informações são do jornal O Globo.

No Brasil, o imunizante foi a principal aposta do governo federal para a campanha nacional de vacinação contra a Covid-19.

O comitê de segurança da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) afirmou que a síndrome de extravasamento capilar deve ser adicionada ao rótulo da vacina da AstraZeneca como um novo efeito colateral. Os casos são raros.

Pessoas que já sofreram com a doença, na qual fluidos vazam dos vasos sanguíneos menores causando inchaço e queda na pressão arterial, não devem receber o imunizante, acrescentou a agência.

A EMA começou a examinar esses casos em abril. O comitê analisou a história médica de seis pessoas com síndrome de extravasamento capilar, a maioria mulheres, que receberam a vacina, incluindo uma morte. Três tinham histórico da doença.

A vacina da AstraZeneca também já foi associada a casos igualmente raros e potencialmente letais de coagulação sanguínea que ocorrem com uma baixa contagem de plaquetas.

No mês passado, a agência desaconselhou o uso da segunda dose da AstraZeneca para pessoas com essa condição de coagulação, conhecida como síndrome de trombose com trombocitopenia (TTS).

A AstraZeneca não respondeu imediatamente a um pedido de comentário feito pela Reuters.

Casos de inflamações cardíacas investigados

A EMA também informou que segue sua investigação sobre casos de inflamações cardíacas conhecidas como miocardite e pericardite, principalmente após a vacinação com imunizantes que usam tecnologia de RNA mensageir (RNAm) da Pfizer/BioNTech e da Moderna, mas também após o uso das vacinas da Johnson & Johnson e da AstraZeneca.

Autoridades de saúde dos EUA informaram na quinta-feira que registraram um número maior do que o esperado de casos de inflamação cardíaca em homens jovens imunizados com uma segunda dose das vacinas de mRNA, embora uma relação causal não pudesse ser estabelecida.

O Ministério da Saúde de Israel informou neste mês que encontrou uma provável ligação com a condição em jovens vacinados com o imunizante da Pfizer/BioNTech. Tanto a Pfizer quanto a Moderna reconheceram as ponderações, mas reforçaram que não foi estabelecida uma associação causal com suas vacinas.

A BioNTech afirmou que os eventos adversos, incluindo miocardite e pericardite, estão sendo regularmente revisados pelas empresas e autoridades regulatórias.

“Mais de 300 milhões de doses da vacina da Pfizer/BioNTech contra a Covid-19 foram administradas globalmente e o perfil de risco-benefício de nosso imunizante permanece positivo”, informou.

Os EUA e Israel estão à frente da UE na vacinação de homens com menos de 30 anos, que são particularmente propensos a inflamações cardíacas, o que lhes oferece potencialmente mais casos para analisar.

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