Ex-funcionários da Via Ágil vão à Câmara para reunião com Gilmar Rotta

Encontro com o presidente do Legislativo acontece hoje (Foto: Claudinho Coradini/JP)

Depois de um dia de manifestações, representantes dos ex-funcionários da Via Ágil se reúnem hoje (24) com o presidente da Câmara dos Vereadores, Gilmar Rotta (CID). Os trabalhadores reivindicam uma data para que recebam as verbas rescisórias da antiga empresa responsável pelo transporte coletivo na cidade. O contrato entre a prefeitura e a Via Ágil foi rescindido em 8 de maio, de forma amigável, e o poder público se comprometeu com o pagamento dos ex-funcionários, que esperam desde então.

Para que a prefeitura realize o pagamento, o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Urbano de Piracicaba e Região conseguiu uma liminar na Justiça que bloqueou o valor da dívida que a prefeitura tinha com a Via Ágil, decorrente do reequilíbrio de preço da tarifa.

Para usar esse dinheiro e pagar os ex-funcionários, a prefeitura elabora um PL (Projeto de Lei), que se responsabilizou em enviar para a Câmara até o final deste mês.

Ontem (23), os ex-funcionários começaram o dia ainda de madrugada em manifestação em frente à garagem da empresa Tupi (Transporte Urbano Piracicaba). À tarde, por volta das 14h, se reuniram novamente em frente ao TCI (Terminal Central de Integração) e foram – com carros, motos e vans – até a frente da prefeitura (Centro Cívico).

As manifestações ocorreram por insatisfação dos trabalhadores com a reunião que representantes e o Sindicato tiveram com o prefeito Barjas Negri (PSDB) na tarde de quarta-feira (22).

De acordo com Carlos Alberto Ribas, ex-funcionário da Via Ágil que participou do encontro, a categoria esperava que fosse apresentada uma proposta com data para o pagamento da rescisão. “Não chegou a nenhum acordo, a comissão do prefeito disse que a prefeitura não tem dinheiro para pagar, que era para a gente procurar a empresa Via Ágil, que já foi extinta”, relata Ribas.

Ribas lembra que os 630 ex-funcionários da Via Ágil assinaram homologação no Sindicato em maio e esperavam receber o pagamento da rescisão entre 30 e 35 dias.

Em reunião com representantes do Sindicato na tarde de ontem (23), Rotta se comprometeu em dar celeridade à tramitação do PL assim que seja protocolado na Câmara. “Tão logo o projeto dê entrada, solicitarei prioridade ao Departamento de Assuntos Jurídicos e que as três comissões responsáveis pelas análises emitam pareceres conjuntos. Para que tenhamos a garantia de votação em uma mesma noite, pretendo convocar de três a quatro reuniões extraordinárias”, disse o presidente da Casa de Leis.

O presidente do Sindicato, João José Soares afirmou que não é contra as manifestações dos ex-funcionários, mas que não apoia paralisações na empresa Tupi – já que essa não está envolvida nas negociações.

Além disso, Soares lembra que trabalha nas negociações com a prefeitura desde 9 de maio e avalia que o processo tem corrido de forma satisfatória, que é preciso ter paciência e estima que, entre setembro e outubro, os trabalhadores comecem a receber a rescisão.

Em nota, a empresa Tupi afirmou que foi surpreendida com a manifestação na madrugada de ontem (23) em frente a sua garagem e que o episódio comprometeu a saída de alguns ônibus, o que a fez começar o expediente com 85% da frota, que foi normalizada no decorrer do dia. A empresa garantiu ainda que suas obrigações trabalhistas estão em dia e que se solidariza com os ex-funcionários da Via Ágil. Já a manifestação que ocorreu à tarde não impediu que ônibus deixassem de sair do TCI.

Andressa Mota

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

20 + dezessete =