Candidatos chamaram atenção para número de votos brancos e nulos nestas eleições | Foto: Amanda Vieira/JP

Os candidatos que concorreram à Prefeitura de Piracicaba e não passaram para o segundo turno na cidade avaliam, junto a seus partidos, qual dos dois concorrentes, Barjas Negri (PSDB) e Luciano Almeida (DEM), terá apoio declarado na campanha para o Executivo que continua até o dia 29.


Lembram também a quantidade de eleitores que não emitiram opinião nas urnas. Segundo o Cartório Eleitoral, foram 8,10% de votos em branco e 10,14% nulos.


Terceira colocada na disputa com 13,57% dos votos válidos, a Coronel Adriana (PSL) preferiu não se posicionar ainda sobre o apoio a um dos dois candidatos que estão no segundo turno. “Ambos os contendores do segundo turno possuem pontos convergentes e divergentes dos meus”, afirmou.


A atual vereadora avalia que o resultado das eleições demonstrou sua “viabilidade política” e que o partido sai “fortalecido”. Ela afirma ainda que sofreu recorrentes ataques por meio de notícias falsas e caracteriza como “extremamente morosa” a Justiça Eleitoral ao analisar os processos que deu entrada.


A reportagem tentou contato via Whatsapp, no qual as mensagens foram visualizadas, e por telefone com Erica Gorga (Patriota), mas até o fechamento desta edição não obteve resposta. Erica foi a quarta colocada na disputa, com 8,75% dos votos.

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Com 7,46% dos votos, Professor Adelino (PT) caracteriza como “preocupante” a escolha que a população fez, mas lembra que as eleições foram momento de fortalecimento da democracia. Informou que a equipe executiva do partido ainda vai se reunir para decidir quem vai apoiar.


“Em minha compreensão Barjas Negri e Luciano Almeida apontam para projetos políticos muito parecidos. Será preciso discernir qual terá condições de governar com maior sensibilidade social, afastando-se de um neoliberalismo empedernido e de práticas neofascistas”, ponderou.

Edvaldo Brito (Avante), que teve 6,38% dos votos, afirma que está com sentimento de dever cumprido, pois avalia como positivo seu desempenho. Quanto ao apoio, lembra que é contra o atual prefeito, mas que se reúne hoje (17) com os integrantes da campanha e que vai respeitar a decisão do grupo.


“Sou 100% contra o sistema atual […], 100% não apoiarei o Barjas Negri. Sou contra o sistema, contra a corrupção, vou continuar, não muda nada a questão da votação. Vou me reunir com meu pessoal [e] vou respeitar a decisão que eles tomarem”, pontua.

Com 5,60% dos votos, Nancy Thame (PV) disse que o partido vai informar “assim que possível”, após reunião interna, posicionamento quanto aos candidatos no segundo turno. Atual vereadora, conta que está satisfeita de ter apresentado seu plano de governo à população e que quer continuar contribuindo com a cidade.


Para a vereadora, o processo eleitoral apresenta algumas “fragilidades”, como a não obrigatoriedade de debates e a disparidade de tempo de TV e rádio entre os candidatos. Avalia ainda que as pesquisas eleitorais não deviriam ser divulgadas às vésperas das eleições, “pois isso acaba influenciando no voto útil”, salienta.

O candidato do PL, Zé Pedro, que teve 3,92% dos votos, afirma que o partido ainda não recebeu propostas dos candidatos ao segundo turno e, assim que recebê-las, serão avaliadas e a decisão será tomada em cima delas. Quanto aos resultados das eleições, avalia que sua internação na reta final da campanha pode ter prejudicado seu desemprenho. “De qualquer forma é um resultado normal que aceito e respeito tranquilamente”, comenta.


Com 2,28% dos votos, Carolina Angelelli (PDT) informou que o partido vai se reunir para decidir o posicionamento do segundo turno. Ela atribui o que considera “um alto índice” dos votos em branco e nulos à pandemia e ao descrédito da população com a política.

Mario Neto (PSB), que teve 1,36% dos votos, informou que o partido faria reunião para decidir o apoio no segundo turno na noite de ontem. Lembra que a decisão dos eleitores é “soberana” e que o grupo da campanha sai “fortalecido”.


Com 0,66% dos votos, Francys Almeida (PC do B) caracteriza como “atípica” as eleições para o Legislativo e chama atenção para a renovação na Câmara. Informa que o partido vai avaliar a melhor proposta para o Executivo no segundo turno. “Agora nós vamos avaliar o menos pior”, comenta.

Andressa Mota

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