Explosão em fábrica de tintas clandestina deixa homem com 95% do corpo queimado

Vítima do acidente em fábrica clandestina tem 38 anos e segue em estado grave. (Crédito: Clayton Bariotto/Divulgação)

Uma explosão em fábrica de tintas clandestina na manhã de ontem, no bairro Pauliceia, deixou uma vítima de 38 anos com 95% do corpo queimado. De acordo com vizinhos, o incêndio começou por volta das 9h. A Guarda Municipal de Piracicaba foi acionada e atendeu a ocorrência junto ao Corpo de Bombeiros, que interditou o local.


Funcionário da fábrica, E.R.A. deu entrada na Santa Casa de Piracicaba às 10h22 de ontem, seu estado de saúde é grave e aguarda vaga para transferência ao Hospital de Queimados de Limeira.



Fábrica que pegou fogo fica no bairro Pauliceia. (Crédito: Divulgação)


De acordo com o comandante Narzi Alves Novaes, da Guarda Municipal, que atendeu a ocorrência, o local que fica na rua José Rodrigues de Almeida não tem alvará. “Tanto é que eu pedi para o proprietário o CNPJ da empresa e ele não tinha. É um barracão que nem placa tem na frente”, explica.

“Agora cabe ao subinspetor Mendes, do Pelotão Ambiental, que também eu chamei ele no local e compareceu para analisar se tinha alvará por lá ou não, acredito eu que não porque ele [o proprietário] não apresentou”, comenta.


Vizinho do barracão, o empresário Francisco Freitas viu as chamas e ouviu um grito de socorro de dentro do barracão. “[Eram] umas 9h, a gente estava aqui, eu vi fumaça, mas achei que era normal, mas daqui a pouco escutei uma explosão e um grito de socorro, aí eu e o funcionário fomos lá, abrimos a porta, o rapaz saiu em chamas lá de dentro”, conta.


Freitas conta que já havia denunciado o local, ao supor que a atividade era clandestina. “Eles jogavam muitos resíduos químicos aqui na rua. […] Já faz, consecutivo, uns três meses já direto que a gente vem denunciando e não adianta nada, aí chega ele [o proprietário] com o advogado aí e fala que estava sem uso no lugar. […] É caminhão chegando e saindo com produto, não tem como não usar”, avalia.


De acordo com Ramon Santos, agente fiscal fazendário, o proprietário afirma que usava o barracão como depósito e que estava desocupando o local. “Vamos deixar a interdição dos bombeiros que já foi colocado aí, então vai ficar fechado só para a entrega do prédio”, disse.


Conforme informou o comandante Novaes, foi feito Boletim de Ocorrência e a Polícia Civil de Incêndio vai investigar o caso.

Andressa Mota

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