Mostra terá mediação de venezuelanos, sírios e haitianos. (Foto: Divulgação)

A partir de hoje, os piracicabanos terão a oportunidade de conhecer a experiência de pessoas refugiadas e imigrantes na exposição auditiva “Em casa, no Brasil”, do Sesc, baseada em uma casa real da Agência da ONU (Organização das Nações Unidas) para Refugiados (Acnur, na sigla em inglês).
A proposta é sensibilizar o público sobre a vida das pessoas em situação de refúgio e que vivem no país. A exposição ficará na praça do Sesc Piracicaba até 14 de fevereiro. A visitação é gratuita, de terça a domingo.
Durante a semana, o horário é das 13h15 às 21h30 e aos finais de semana, das 9h30 às 17h45. De terça a sexta-feira,
das 19h30 às 21h30, a exposição terá mediação de pessoas em situação de refúgio ou imigrantes que vivem em Piracicaba.
Na primeira semana, a mediação será da professora doutora Maria Alejandra Moreno Pizani, que veio da Venezuela com a família em 2014 para fazer, ela e o marido, doutorado em engenharia de sistemas agrícolas na Esalq/USP.
Devido à situação pela qual passa seu país de origem, Maria conta que não viu perspectiva de retornar para casa após finalizar seus estudos. “As passagens aéreas estavam muito escassas, não tinha disponibilidade e pela segurança. […] Tomamos a decisão de deixar 18 anos de carreira”, lembra.
Para Maria, a exposição “é fundamental porque nunca pensei que passaria por um processo de deixar minha casa. O fato da gente estar aqui e sentir que estamos em casa no Brasil é muito importante”, conta.
Ela expõe ainda que é uma oportunidade para que os brasileiros conheçam a situação de refugiados e tenham empatia. “Obviamente cada país tem uma cultura e vivência e esse processo facilita a integração de quem chega e de quem acolhe”, enfatiza.
Para Iuri Domarco Botão, programador responsável pela exposição em Piracicaba, a mostra visa “desmistificar a visão incorreta de uma certa competição de que [os refugiados] vão tomar nossos espaços e empregos, quando, na verdade, essa situação não foi opcional, eles estão [aqui] por falta de condições de viver em seu país de origem. Vêm buscar condições básicas de sobrevivência”.
De acordo com Botão, Piracicaba é a primeira cidade do interior a receber a exposição, que é idealizada pelo Sesc São Paulo.
Os demais mediadores serão Kosi Kodzode, de Togo –país da África Ocidental –, Sameh Brglah, da Síria, Wadnot Errilus e Dolems Desouvre, ambos do Haiti.
Durante a visita, será possível ainda conhecer e ouvir o depoimento de pessoas em situação de refúgio, como lembranças de como eram seus lares em países como Afeganistão, Colômbia, Cuba, Irã, Moçambique, Nigéria, República Democrática do Congo, Síria e Venezuela.
A vivência “Memória Afetivas pela Alimentação” e palestras também integrarão a mostra, com diálogos e degustação. Essa atividade será realizada sempre às quartas-feiras, no período de 15 de janeiro a 12 de fevereiro, das 19h30 às 21h30.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

um + 1 =