Para família, atendimento do Samu falhou | Foto: Amanda Vieira/JP
Ednilson Bruno Santos de Almeida morreu na manhã do dia 30 de setembro deste ano, vítima de um acidente de moto no bairro Jaraguá. Estava consciente quando chegou minutos depois na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Vila Cristina, no entanto, não resistiu aos ferimentos e faleceu.

A morte repentina do homem deixou sem chão a sua mãe, Márcia Cristina Santos Almeida, e a esposa Karina Silva Santos, esta que também foi atendida na posto. Quase dois meses depois, a família custa a entender a tragédia e falam que o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) demorou para chegar.

“O Samu demorou 40 minutos para chegar ao local do acidente, perto a um mercado no bairro Jaraguá. Meu marido estaria vivo se chegasse mais rápido, assim que acionado”, afirma Karina. Ela ainda questiona porque o serviço médico optou por levá-lo à UPA e não à Santa Casa. “Ele teve perfuração no baço”, revela.

A SMS (Secretaria Municipal de Saúde), questionada sobre uma eventual negligência, como a família aponta, afirma que o Samu chegou ao local do acidente em 18 minutos, não 40 como Karina e Márcia Cristina alegam. Sobre o transporte de Ednilson à UPA Vila Cristina, a pasta responde que, uma vez que o homem se encontrava consciente, foi levado ao posto de saúde mais próximo, que está a poucos minutos de onde o casal se acidentou.Karina lida com o luto e se recupera do acidente.

“Quebrei a patela do joelho e tive fratura exposta do ante braço. Fiquei com amnésia e passei por duas cirurgias”, revela. Diferente do falecido esposo, ela sim foi levada à Santa Casa. “Ele ficou sozinho na UPA, não tinha ninguém da família junto. Quando chegaram no local do acidente ele não estava mais lá”, lembra.

A causa do acidente ainda é desconhecida. Karina quer saber. “Se alguém viu o acidente, como realmente aconteceu, entre em contato. Testemunhas já falaram que a nossa moto foi fechada por um carro, outra que bateu direto num poste. Não sabemos”.

Quem viu o acidente de uma moto, por volta das 11h50, perto do Mercado Dia no Jaraguá, pode entrar em contato com Karina pelo telefone (19) 98827-5963.

A mãe de Ednilson, com voz trêmula, reforça o depoimento de Karina. “Meu menino ficou 40 minutos jogado no asfalto quente. Ficou gritando. Queria cobrar isso da Prefeitura, ele precisava de uma cirurgia, estava perfurado e o deixaram ali”.

Erick Tedesco

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