Unidades de Atendimento de Reintegração fizeram campanhas para arrecadação de alimentos às famílias. /Foto: Divulgação.

Familiares de apenados do sistema prisional de Piracicaba receberam 275 cestas básicas por meio de instituições parceiras da SAP (Secretaria da Administração Penitenciária). A iniciativa é direcionada para aqueles que estão em cumprimento de prestação de Serviços à Comunidade, Familiares e Egressos do Sistema Prisional, reeducandos da Penitenciária Masculina e do Centro de Detenção Provisória Nelson Furlan e reeducandas do CR (Centro de Ressocialização Feminino de Piracicaba “Carlos Sidnes de Souza Cantarelli.

Segundo a Pasta, durante toda a pandemia, as Unidades de Atendimento de Reintegração fizeram campanhas para arrecadação de alimentos e materiais de higiene para doar aos atendidos que mais necessitam de ajuda. Instituições parceiras colaboraram com essa campanha beneficiando muitas famílias, entre elas a Instituição Centro Social Caritás em Piracicaba teve grande destaque, na triagem das famílias mais necessitadas.

Uma das beneficiadas foi uma corretora de imóveis desempregada. Sem ter condições de manter o sustento de casa, principalmente após a pandemia, sua situação em casa ficou complicada com seus dois filhos adolescentes. Em 2013, seu marido foi condenado a cinco anos, por roubo. Cansado de se esconder, há um ano e meio, ele se entregou à polícia e desde então passou a cumprir sua pena. “Ele quer fazer um novo recomeço”, disse a esposa. “Para nós, a cesta veio em um momento muito importante, pois tendo arroz e feijão em casa já é importante”, completou. Seu marido cumpria pena na Penitenciária Masculina, mas foi transferido para a unidade de Porto Feliz, no entanto, a família permaneceu em Piracicaba.

Uma auxiliar de limpeza desempregada de 33 anos, é esposa de um reeducando, que também estava em Piracicaba, mas foi transferido há quatro anos, no CPP (Centro de Progressão Penitenciária) Professor Ataliba Nogueira, que faz parte do Complexo Campinas- -Hortolândia. Ela enfrentou dificuldades para colocar comida dentro de casa. “A ajuda foi muito especial, pois nesse período não conseguia emprego e sustentar meu filho estava sendo muito difícil”, desabafou A. “Por conta dessa inesperada pandemia da covid-19 que pegou todos de surpresa, não só em minha casa mas também na casa de muitos chegamos a falta de alimento , e esse projeto feito por pessoas que estenderam suas mãos e pensou como ficaria a situação de muitas famílias de detentos nos proporcionou o alimento para nossos lares, suprindo nossas necessidades, para mim particularmente foi em ótima hora pois estava sim passando uma grande necessidade, pois eu mesma não tenho direito ao auxilio emergencial, e também não tenho emprego fixo então foi uma benção mesmo de Deus ter colocado pessoas de bom coração e preocupadas com a vida dos familiares do detento, que todos nós sabemos que existe um preconceito grande perante a sociedade”, afirmou.

Cristiani Azanha
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