Fashion Delivery ganha espaço no consumo pós-pandemia

Foto: Pexels

Setor de calçado não alavancou na venda on-line; consumidor prefere experimentar antes de comprar

O varejo de calçados foi um dos mais afetados na pandemia do novo coronavírus. Para se ter ideia, em 2020, a queda do setor modista foi de 22,7%, a maior de toda a série da Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Um dos grandes motivos foi por conta de os consumidores evitarem comprar calçados pela internet sem antes provar para decidir se são confortáveis ou não. Com um cenário difícil e incertezas em relação à retomada das vendas presenciais, novas alternativas para driblar a crise ganharam força, atraindo novos públicos e fidelizando clientes.

Com o aumento de deliverys para diversos artigos, a moda também quis apresentar sua versão com o fashion delivery, também reconhecido como “venda condicional” ou serviço de “malinha”, algo que começou nas lojas de pequeno e médio porte, mas que tem se destacado como uma estratégia de engajamento importante para grandes redes de moda e calçados.

O modelo envia para a casa do consumidor produtos selecionados na loja on-line ou por meio do contato direto com o vendedor da loja física, para ele então provar e decidir se a compra será de fato finalizada. Basicamente são “malinhas” personalizadas, com produtos já escolhidos pelo cliente, enviadas periodicamente. Uma jogada que aproxima a pessoa da marca ao mesmo tempo em que proporciona uma receita recorrente para a loja.

Este tipo de solução já foi pensada por grandes empresas como a Amazon e se encaixa bem ao ramo de calçados visto que é algo necessário ser provado antes de comprar. Com essa forma proativa de tornar a experiência de compra mais cômoda, sem sair de casa, e aproximar os 59% da população ainda resistentes em comprar roupas online por não poder experimentar os produtos e outros 20% por medo de não receber o que foi comprado, de acordo com dados do Sebrae (Serviço Apoio As Micros Empresas).

Para Rafael Reolon, diretor do segmento de calçados a modalidade está crescendo: “Com o mercado se aquecendo novamente,ovarejista está investindo em novas estratégias,eofashion delivery é uma delas.Éum formato que garante mais conforto para o cliente e ao mesmo tempo gera novas oportunidades de alcance e fidelização para a loja”, comenta.

O segredo para o sucesso da estratégia, para Reolon, é não apenas impactar novos clientes, mas também dar mais alternativas para a jornada de compra do novo consumidor, que é imediatista e quer que a marca se adapte à realidade e rotina dele, além de poder fazer suas compras dentro de casa. “Nos dias de hoje, não basta investir em produtos de qualidade, todo o processo deve entregar a melhor experiência, desde o atendimento – que precisa ser personalizado e pessoal para conquistar o cliente – até uma entrega de qualidade e um cuidado especial após, trazendo o consumidor para perto da marca. Comofashion delivery,ovarejista tem a oportunidade de construir uma relação de confiança e contato constante com aquele cliente”, afirma. “As redes sociais também podem funcionar como um gancho para atrair o consumidor a usufruir dessas estratégias. Aqui, vale criatividade na hora de utilizar o marketing ao favor de quem divulga e de quem consome”, explica o diretor.

Larissa Anunciato

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