Ferrato nega ciência sobre terceirização de merendeiras

Foto: Davi Negri

Ex-prefeito conta que só soube da irregularidade na contratação quando começaram as crises

A prática irregular na penúltima operação da Nutriplus na cidade quanto à terceirização de merendeiras não chegou ao conhecimento do então prefeito Gabriel Ferrato, atualmente secretário de Educação. Ele foi ouvido ontem (sexta-feira) na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Merenda e disse que só ficou sabendo da prática ilegal “no período da crise”. “São mil licitações por ano e três mil contratos nessas licitações, é impossível o prefeito acompanhar”, disse, apontando haver um corpo técnico responsável pelas licitações e argumentando que os prefeitos conhecem as cláusulas do contrato “genericamente”. As informações são da assessoria parlamentar. Ele garantiu que o episódio de terceirização não se repetirá.

A CPI também abordou o recente contrato da Nutriplus na cidade, entre o fim de agosto e início de outubro. Como noticiado recentemente pelo JP, desta vez, a prefeitura não pagou a empresa referente aos meses de setembro e outubro, apenas quanto a agosto: um total de R$ 568,78 mil, segundo a Secretaria Municipal de Educação. “Um juiz do trabalho determinou que o valor será depositado em juízo e as merendeiras irão receber esses meses por meio da justiça”, disse Ferrato à CPI sobre o saldo a receber da Nutriplus – por cláusula contratual, a empresa tem que apresentar os pagamentos aos funcionários trabalhadores do contrato para ter a contrapartida da prefeitura.

Uma segunda depoente passou pela CPI com o secretário. Com cargo de chefia na Secretaria de Educação por oito anos, ela – que pediu para não ser identificada – disse que nunca houve problemas com o pagamento do salário das merendeiras e que o contrato com a Nutriplus funcionava bem.

Mas, ao contrário do ex-prefeito, a depoente confirmou conhecer todas as empresas terceirizadas contratadas pela Nutriplus, no entanto, ela afirmou não se lembrar de ter recebido informações sobre problemas com essas empresas.

Cristiane Bonin
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