Festival Curau tem sua primeira edição on-line

Baque Caipira vai encerrar a programação do festival. Foto: Coletivo REC

Atividades do festival começaram ontem e seguem até este domingo (17)

A nona edição do Festival Cural – Culturas Regionais e Artes Urbanas acontece até domingo (17) com programação on-line. O festival, realizado desde 2012, em Piracicaba, pelo Instituto Curau, visa promover encontros e fomentar diálogos entre gerações, por meio da cultura popular. Após oito edições na beira do rio Piracicaba, o evento será realizado remotamente pela primeira vez, com o desafio de levar ao público atividades características do festival. As atividades tiveram início ontem, de forma remota, com oficina, encontro, prosa ao vivo e apresentação de Cururu Piracicabano.

Os shows e as rodas de prosa que compõem a programação serão transmitidos pelo canal no Youtube do Festival (www.youtube.com/festivalcurau). As oficinas e minicursos, por sua vez, serão realizados via chamada de vídeo e têm necessidade de inscrição prévia para participação, no site oficial do Festival (www. institutocurau.com.br). O evento é realizado pelo Instituto Curau, com apoio da Semac (Secretaria Municipal de Ação Cultural).

Segundo Mari Pedrozo representante do Instituto Curau, “o público poderá imergir no espaço tempo Festival Curau, sentir o som dos tambores, das vozes, dos guaiás, das rimas e se emocionar a partir de prosas, oficinas, encontros e shows inéditos realizados de forma criativa no ambiente on-line”. Mayra Kristina, também integrante do Instituto, completa: “a tradicional Feira de Economia Solidária, que reúne empreendimentos de Piracicaba e Região, não ficará de fora e pela primeira vez estará no site do Instituto Curau, com uma grande diversidade de produtos da cultura local”.

PROGRAMAÇÃO

Hoje, as atividades começam às 19h, com roda de prosa sobre o movimento body positive, que visa encorajar atitudes tolerantes com o próprio corpo para melhorar a saúde e o bem-estar. O Coletivo Beleza Preta conduzirá a conversa e apresentará o desfile que exibe a pluralidade das mulheres pretas e valoriza a identidade e ancestralidade de cada uma. A programação do dia será encerrada às 21h, com show de Ellen Oléria, Diego Moraes, Rafael Beibi e Caipira Jazz Duo. As duas atividades serão transmitidas pelo canal do Festival no Youtube.

Amanhã (16), o festival terá programação especial na Casa do Hip Hop com oficinas de dança presenciais. A primeira acontecerá das 10h às 12h e será conduzida pela dançarina Tay Corvinus. A segunda, das 14h às 16h, tem a dançarina Marcinha Vila África como professora de dança afro. Estas são as duas únicas atividades presenciais da programação e continuam no mesmo horário, no domingo (17). Ainda no período da manhã, a programação on-line conta com as oficinas Brincadeiras Musicais, às 10h, e Brincando de Antirracismo, às 11h, voltadas ao público infantil.

A programação do sábado ainda inclui os minicursos “Monte seu brechó”, às 14h, com Passamanaria Brechó e “Pretos, prussianos, índios e capiras: culturas e identidades nos arredores de São Paulo, às 16h, com Salloma Salomão, as duas atividades continuarão no domingo no mesmo horário. À noite, a programação conta com três shows: às 19h, o violeiro Alessandro Penezzi e o violonista Arnaldo Freitas, tocam ritmos caipiras e a música popular brasileira; às 19h50, Maikão mistura sons das tradições da cultura popular, como o samba de lenço, o batuque de umbigada e o maracatu, com a música eletrônica; às 20h40, é a vez de Bia Ferreira, multi instrumentista, cantora, compositora, arranjadora, produtora musical e ativista, que conceitua sua arte como MMP: Música de Mulher Preta.

O último dia de programação, no domingo (17), apresentará uma oficina on-line de contação de história às 10h e o espetáculo remoto Show Brincante às 11h, voltados ao público infantil. Para encerrar a nona edição do Festival Curau, às 18h, acontece a apresentação de Filhos da Terra: Baque Caipira e Kariri-xocó. Nela, se encontram o maracatu de baque virado, do grupo percussivo piracicabano Baque Caipira, e os cantos sagrados dos Kariri-xocó, de Alagoas, cantados pelo guerreiro Kaori e o cacique Kayrã, em reverência a natureza. Às 19h, Juçara Marçal e Kiko Dinucci, sobem ao palco do Curau e apresentam algumas canções do disco Padê. “Ouvir Dona Anicide (mestre e matriarca do grupo) cantar sempre foi motivo de emoção, maravilhamento e de festança a durar a noite inteira. Quando este ano a produção do Festival Curau me convidou para participar, era a certeza de um encontro cheio de axé! E foi assim mesmo”, relata Juçara.

Letícia Santin

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