Ficar muito tempo no celular ou notebook faz mal, diz especialista

Foto: Pexels

Celulares e computadores emitem uma luz azul que afeta a saúde do corpo e prejudica a qualidade do sono

Antes mesmo da pandemia, o mundo já sem impressionava e se apegavas as telas de computadores e celulares e na medida que tais tecnologias foram se tornando mais acessíveis, mais pessoas as possuem e as utilizam de forma recorrente. A pandemia de COVID-19 e, consequentemente, o isolamento social, acabou impulsionando mais a necessidade das telas virarem companheiras diárias, e se a tecnologia trouxe tantos benefícios dinamismo no trabalho, saiba que a ampla exposição à luz azul (emitida por telas de aparelhos), a população vem apresentando problemas como insônia, vista cansada, olho seco, problemas na pele e cansaço.

Isso acontece porque as pessoas estão trabalhando mais em frente ao computador. Até mesmo as reuniões, antes presenciais, agora são feitas online. Da mesma forma, os encontros com amigos são por videoconferência e os maiores passatempos são os streamings, os programas de televisão e os vídeos games. O que poucas pessoas sabem, no entanto, é que tudo isso pode causar sérios impactos à saúde.

A especialista em oftalmologia e diretora administrativa do Grupo Awor Saúde, Adriana Bonfioli, explica que a exposição frequente a esse tipo de luz pode causar alterações na retina semelhantes às observadas na degeneração macular relacionada à idade. “Além disso, durante o uso das telas, a tendência é que os olhos pisquem menos, aumentando a evaporação da lágrima e resultando em olho seco. As consequências vão desde irritação a ardor, coceira, vermelhidão e lacrimejamento, impactando na qualidade de vida”, completa.

A pele também é prejudicada. Ficar exposto às telas contribui para a degradação das fibras de colágeno. Assim, há o envelhecimento acelerado da pele que, por sua vez, torna-se mais seca. Há, também, um maior risco para o aparecimento de manchas.

Com esses avisos já mostra a importância de se dar intervalos freqüentes do uso de eletrônicos, mas o que é mais preocupante é a como a luz azul artificial afeta a qualidade do sono. “Após o anoitecer, o uso de celular, computador ou TV ‘engana’ o cérebro, que continua pensando que ainda é dia. Com isso, a produção de melatonina, hormônio que auxilia no sono, é retardada. Quando esta não se encontra em níveis adequados, o corpo não entende que é hora de descansar. O sono, então, demora a chegar e, quando chega, é inquieto e sem qualidade”, esclarece Adriana.

Um estudo do Instituto do Cérebro do Rio Grande do Sul (InsCer), feito recentemente, apontou que 69,8% dos adultos apresentam algum tipo de distúrbio do sono. A média no Brasil, antes da pandemia, era de 30%.

Porém, o problema não é exclusividade do Brasil, já que foi publicada uma pesquisa da Universidade de Southampton que mostrou, no Reino Unido, os problemas de insônia subiram de uma em cada seis pessoas para uma em quatro. Na China, um dos países com maiores índices de tecnologia na Ásia, a taxa de 14,6% subiu para 20% e, na Grécia, 40% dos entrevistados apresentaram o distúrbio.

Para evitar que a luz azul artificial prejudique o sono, Adriana recomenda que os usuários “desliguem as telas duas horas antes do horário de dormir”. Se isso não for possível, os modelos atuais de celulares possuem opções de alteração de luminosidade dos aparelhos, reduzindo a exposição à luz azul. Caso o seu aparelho não tenha, existem também alternativas como filtros e proteções de telas.

Larissa Anunciato
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