Fila e falta de medicamentos em farmácia de alto custo na cidade

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Familiares de usuários reclamam da falta de vários medicamento. (foto: Amanda Vieira/ JP)

Usuários da farmácia de alto custo de Piracicaba reclamaram da falta de medicamentos e das filas extensas e demoradas há mais de três meses.

José Luis Fabretti contou que o pai de 89 anos faz tratamento para enfisema pulmonar e necessita do medicamento Alenia 200 há mais de 15 anos. Desde março deste ano ele está sem receber o medicamento que está em falta na farmácia popular.

Sem o medicamento o meu pai sente falta de ar, ele não pode ficar sem o medicamento, para que não interrompa seueu compro nas farmácias que custa entre R$80 a R$90”, relata Fabretti.

Além da falta de remédios, o tamanho das filas e a demora no atendimento são destacada pelo filho do usuário.

É revoltante você ter que pegar uma fila enorme para ficar sabendo que o remédio está em falta, aí pedem para voltar daqui dez dias. É sempre a mesma coisa, perdemos o dia esperando por nada”, reclamou Fabretti.

A distribuição de medicamentos para as farmácias de alto custo é de responsabilidade da Secretária de Saúde do Estado. A Pasta informou, por meio da assessoria de imprensa,que a Coordenadoria de Assistência Farmacêutica já adquiriu o medicamento Alenia e que está em fase de distribuição. “O fornecedor fará a entrega até a segunda quinzena de julho”, cita trecho da nota.

Em relação ao atendimento na farmácia a Secretária de Saúde de Piracicaba foi procurada e respondeu que normalmente as pessoas costumam buscar seus medicamentos nas segundas-feiras, que é o dia de maior movimento na unidade.

No período da manhã, de forma geral, o fluxo é maior. À tarde é mais tranquilo. No entanto, a espera para o atendimento não passa de 45 minutos nem nos dias de maior movimentação”, completou nota da Secretaria de Saúde da cidade.

OUTRO CASO

O microempresário Cláudio Rubia reclamou da falta de medicamento na farmácia de alto custo de Piracicaba. Ele contou que o primo dele, de 28 anos, sofre de esquizofrenia e faz uso do remédio Quetiapina de 25mg. No mês de junho deste ano, ao procurar pelo medicamento na farmácia, ele foi informado que estava em falta e não havia previsão para a entrega.

Rubia alegou que ao questionar a farmácia, ele foi orientado a telefonar na Ouvidoria do SUS (Sistema Único de Saúde), porém segundo ele, não conseguiu falar com ninguém no setor.

Letícia Azevedo
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1 COMENTÁRIO

  1. Boa tarde! Meu caso é parecido. Sofro de convulsões e depressão, mas não posso tratar a depressão com o medicamento que tomo atualmente, então meu médico solicitou um novo medicamento de alto custo (Lamotrigina 25mg) que tem as duas funções associadas (anticonvulsivante e antidepressivo) desde o mês de dezembro de 2020, e até agora ele não chegou na Farmácia de Alto custo e não tem previsão de chegada, e também fui orientada a entrar em contato com a Ouvidoria e me passou o telefone da Ouvidoria do Estado, e a moça que me atendeu foi bastante gentil e disse que vai tentar me ajudar, mas que eu deveria entrar em contato com a Ouvidoria do Município, mas ela não sabe o telefone e eu também não o encontrei, e não tenho como entrar em contato com a Ouvidoria do Município e não sei se meu problema será resolvido.

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