Filha de idosa que caiu de ônibus procura o JP para informar que versão da TUPi não procede

Foto: Divulgação

Conforme o JP noticiou anteriormente, uma idosa de 80 anos foi arrastada por um ônibus do transporte público, por volta das 17h desta segunda-feira (11), em Piracicaba. O caso ocorreu na avenida Limeira, em um ponto de ônibus próximo à FOP (Faculdade de Odontologia).

As primeiras informações apuradas no local davam conta de que o acidente havia ocorrido, visto que a bolsa da idosa havia ficado presa na porta do coletivo enquanto ela descia no ponto de ônibus da avenida Limeira. Assim, ela teria se desequilibrado e caído. Na ocasião, a TUPi (Transporte Urbano de Piracicaba) teria dito, em nota, que “a passageira não foi arrastada, uma vez que prontamente o motorista parou o coletivo e acionou o resgate”. A nota da TUPi dizia ainda que a empresa acompanhava a situação.

Na tarde desta sexta-feira (15), a filha da idosa procurou o JP para informar que as informações fornecidas pela TUPi não procedem e que os fatos estão distorcidos. “Minha mãe pegou o ônibus que a deixaria na porta da FOP, pois ela tinha um tratamento para fazer lá”, conta. “Quando minha mãe foi descer, ela segurou o apoio na porta do ônibus, mas o motorista não se certificou de que ela havia terminado de descer para fechar a porta. Ele não usou os retrovisores antes de fechar a porta e acabou fechando antes, prendendo o braço da minha mãe. Na sequência, ele a arrastou por uns dois ou três metros.”

Questionada sobre a possibilidade de a idosa ter prendido a bolsa na porta, a filha da idosa desmente. “Não tem como ela ter enroscado a bolsa na porta”, responde. “A bolsa da minha mãe fica no corpo em transversal, com a alça passando pelo pescoço, ficando a tira-colo na lateral do corpo. Como a bolsa estava de lado, não tem como a bolsa ter enroscado em nada.”

A filha diz ainda que quando a idosa já estava na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Vila Rezende, entrou em contato com a TUPi para que um representante da empresa fosse até a UPA para conversar com ela. Ninguém foi lá. “Eles disseram que a minha mãe está passando por exames, e ela realmente está, mas tudo está sendo particular, não há nenhum apoio deles”, conta. A idosa sofreu escoriações, quebrou um nariz e machucou bastante a testa. Um dia após a queda, na terça-feira (12), ela foi submetida a uma tomografia.

Providências serão tomadas, diz a filha, e a empresa deverá responder judicialmente. “A ação foi protocolada nesta sexta”, finaliza.

O OUTRO LADO — O JP procurou a TUPi para saber a posição deles. A empresa afirma que mantém a versão de sua nota.

Rafael Fioravanti | [email protected]

Foto: Divulgação

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