Financiamento encolhe e venda de imóvel usado cai 57,62% em Piracicaba e região

Foto: Alessandro Maschio/JP

As vendas de imóveis usados caíram 57,62% em outubro, na comparação com setembro, em Piracicaba e outras 10 cidades da região, como consequência da redução pela metade dos financiamentos para a casa própria, de 66,67% para 31,58% das negociações fechadas em outubro por 45 imobiliárias e corretores credenciados pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (CreciSP).

As vendas feitas com pagamento à vista ou parcelado pelos donos de imóveis somaram 68,43% do total de casas e apartamentos negociados por essas imobiliárias e corretores em outubro, mais que o dobro dos 31,58% que foram adquiridos com empréstimos da Caixa Econômica Federal (CEF) e de outros bancos.

A redução dos financiamentos se refletiu no perfil dos imóveis vendidos, segundo mostra a pesquisa CreciSP. As casas e apartamentos mais vendidos, 83,33% do total, foram os de preços médios até R$ 300 mil. A maioria está situada em bairros de periferia (83%) e é de padrão construtivo mais simples, o standard (64,29%).

“A pesquisa do Creci deixa evidente que o financiamento bancário é essencial para fazer girar a roda da indústria imobiliária”, afirma José Augusto Viana Neto, presidente do CreciSP. Mesmo que esteja havendo uma movimentação de vendas sem a intermediação dos bancos em regiões do Estado, como Piracicaba, ele não vê sustentação no médio e longo prazos a um crescimento estrutural do mercado de imóveis usados sem o aporte do crédito bancário.

O exemplo está no mercado de automóveis, no qual, segundo argumenta, os usados são a ponte para os novos. “Quem vende um carro usado acaba comprando um zero quilômetro ou outro usado menos rodado, e essa operação, baseada no financiamento, é que dá suporte à expansão de toda a indústria automobilística”, justifica Viana Neto.

Casas superam apartamentos

A pesquisa CreciSP apurou que as 45 imobiliárias e corretores consultados nas 11 cidades da região de Piracicaba venderam em Outubro mais casas (78,57%) do que apartamentos (21,43%). As casas têm 2 ou 3 dormitórios (50% cada tipo), área útil medindo entre 51 e 100 metros quadrados (70% delas) e duas vagas de garagem (70% também).

Os apartamentos têm dimensões semelhantes às das casas – 50% com 2 e 50% com 3 dormitórios – e área útil de 51 a 100 metros quadrados (100% deles). Têm uma vaga de garagem 50% desses imóveis, e outros 50% têm duas vagas.

Imóveis mais alugados vão custar até R$ 1 mil mensais

A maioria dos novos inquilinos de Piracicaba e das 10 cidades da região pesquisadas pelo CreciSP vai pagar até R$ 1 mil de aluguel mensal, valor definido em 46,67% dos contratos que assinaram em outubro com as 45 imobiliárias e corretores desses municípios.

A locação de imóveis residenciais teve queda de 18,33% em outubro, na comparação com setembro, mês em que haviam aumentado 60,29% sobre o mês anterior.

Foram alugados em outubro mais casas (81,82%) do que apartamentos (18,18%). A maioria dos imóveis alugados é do padrão construtivo standard (53,7%) e está localizada em bairros centrais (52%).

As casas alugadas têm na maioria 2 dormitórios (55,56%), área útil entre 51 e 100 metros quadrados (55,56%) e uma vaga de garagem (44,44%).

No caso dos apartamentos alugados, houve uma divisão igualitária entre os com 2 dormitórios (33,33%) e os com 3 (33,33%). A área útil de 50% desses imóveis varia entre 51 e 100 metros quadrados, sendo 33,33% dotados de uma vaga de garagem, mesmo percentual dos que têm duas vagas.

A pesquisa CreciSP foi feita nas cidades de Aguaí, Águas de São Pedro, Araras, Capivari, Leme, Limeira, Piracicaba, Pirassununga, Rio Claro, São Pedro e Tietê.

Rafael Fioravanti | [email protected]

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