Fiscal foi agredido com chutes (Claudinho Coradini/JP)

Atualizado em 24/07/2020 às 20h19

Um fiscal da Prefeitura foi agredido com chutes após pedir que o responsável por uma loja de roupas, no Centro abaixasse a porta, pois não pode funcionar. Há uma semana, Piracicaba regrediu para a linha vermelha, e somente estabelecimentos considerados essenciais podem funcionar. A medida foi adotada, por conta das centenas de casos da covid-19, que são identificados diariamente, que sobrecarregam as unidades de saúde da cidade.

De acordo com Moisés Tagilita, coordenador do Cevisa (Centro de Vigilância Sanitária), a Administração vai endurecer a fiscalização aos estabelecimentos de um modo geral para controle da pandemia do coronavírus em Piracicaba. “A população já sabe que não cabe mais conversa e orientações. Estamos numa fase crítica da pandemia e a ordem agora é multa, que pode chegar a R$ 500 por pessoa sem máscara e R$ 5.000 por estabelecimento, numa primeira etapa”, disse Tagilita.

O fiscal, que foi agredido, informou ao JP que um colega tentou acalmar um homem agressor, que aparentemente seria um comerciante, mas ele partiu para cima do fiscal.

“Ele deu um chute em meu calcanhar e depois me empurrou para o meio da rua. Estamos fazendo o nosso trabalho, pois estamos na linha vermelha da cidade. O prefeito (Barjas Negri, PSDB) está extremamente preocupado com os números dos casos da doença (covid-19) e com os hospitais lotados. É nossa obrigação fazer a fiscalização”, disse o servidor.

Após a agressão, o homem entrou novamente no estabelecimento e não foi mais localizado.

FISCALIZAÇÃO

A Prefeitura informou que outros servidores foram desrespeitados durante a fiscalização. Nesta quinta-feira (23), os fiscais do Cerest (Centro de Referência em Saúde do Trabalhador) junto com a Guarda Civil visitaram estabelecimentos na rua Governador e Benjamim Constant. Os profissionais foram coagidos, houve desacato e empresários tentaram burlar a blitz, fechando as portas às escondidas.

Já foram fiscalizados 52 estabelecimentos na primeira semana após a publicação do decreto nº 18.349, que proíbe a venda de bebidas alcoólicas geladas depois das 18h.

Ao todo, foram elaborados oito autos de infração, 14 notificações e dois autos de interdição. Também foram apreendidos trailers e bebidas. Um dos critérios para a escolha dos locais, de acordo com o Pelotão Ambiental, foi o número de reclamações já registradas contra esses estabelecimentos pelos números 153 (Guarda Civil) e 156 (Serviço de Informação à População), que denunciavam a aglomeração de pessoas.

Cristiani Azanha

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3 COMENTÁRIOS

  1. A doença é uma realidade e a fiscalização nessessaria, porém só vejo fiscais em lojas e igrejas , enquanto os bares estão lotados por toda a cidade e as baladas e pancadões acontecem livremente

  2. Poderiam cobrir o abuso que o Autodromo de Piracibaca ECPA ainda em atividade para eventos esportivos todo final de semana desde o incio da pandemaia, trazendo o pessoal de fora da cidade, com isso o risco para a nossa população. Deveria pedir explicações e multar esse tipo de pessoa que não estao nem ai.
    Mais de 20 motociclistas de fora trazendo doença para nossa cidade. O Governador Doria ainda não liberou tal atividade.
    Fiscalizacao já.

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