Fomos eleitos pelo povo para agir

Formado em 1.995 pelo Senai (Serviço nacional da Indústria), Fabrício trabalhou durante 25 anos em empresas como a Só Haste Equipamentos Hidráulicos, Caterpillar e Turbimaq, de onde saiu para assumir a cadeira no Poder Legislativo. (Foto: Claudinho Coradini/JP)

O torneiro mecânico piracicabano, Fabrício Polezi, 41 anos, foi eleito vereador com 1.023 votos. Nascido no bairro Cecap, ele participou pela primeira vez de uma campanha eleitoral e assumiu o mandato em 1º de janeiro. Filho do casal Sineide e Laife Polezi, Fabrício é casado com a dona de casa Tatiana Polezi e pai de Ketilyn, 20, Kemilyn, de 14 anos.

Formado em 1.995 pelo Senai (Serviço nacional da Indústria), Fabrício trabalhou durante 25 anos em empresas como a Só Haste Equipamentos Hidráulicos, Caterpillar e Turbimaq, de onde saiu para assumir a cadeira no Poder Legislativo.

Segundo ele, foi necessário abrir mão da profissão para se dedicar integralmente ao mandato de vereador. Assim como a maioria dos parlamentares, Fabrício precisou adiar projetos por causa dos impactos da pandemia de covid-19.

Defensor do Governo Federal no enfrentamento da pandemia, ele critica o Governo do Estado e a Prefeitura de Piracicaba pelas medidas restritivas que, segundo ele, não surtem efeito e, pelo contrário, em sua análise deixaram a saúde em situação emergencial. Ele se refere à pandemia como ‘peste chinesa’ e ‘fraudemia’ por acreditar em superfaturamento de valores gastos e critica os governos que não implantaram o tratamento precoce da doença.

Fabrício é autor de uma moção de apelo pedindo ao governador do Estado de São Paulo, João Doria (PSDB), a “liberação das atividades do comércio com a máxima urgência”. No texto aprovado pela Câmara de Vereadores, o parlamentar defendeu que a proposta deveria ser “caracterizada dentro do plano São Paulo, competindo ao município a autonomia e responsabilidade”.

Para justificar o pedido, o parlamentar diz que “a OMS (Organização Mundial Saúde) condena o lockdown” e argumentou que a medida de restrição na circulação de pessoas “não salva vidas e faz os pobres muito mais pobres”.

Ainda na defesa da moção, Polezi disse que a OMS “alertou os líderes contra confiar no lockdown para combater os surtos, após ter dito que os países deveriam ter cuidado na reabertura”.

O vereador cobra ainda que o Governo do Estado de São Paulo deve estar comprometido em atender aos interesses da população, “principalmente da população de menor renda e os mais vulneráveis aos efeitos da pandemia”. Ele avalia que o governo paulista errou na decisão de retroagir todo o Estado à fase vermelha e aponta que as alterações irão gerar enormes prejuízos à população e aos segmentos econômicos impactados com a medida.

Nesta entrevista ao Persona, o vereador do Patriota, expõe suas ideias sobre o atual momento frente a pandemia e as principais demandas da sociedade. Nas horas vagas no meio de semana, ele disse que usa para estudar e aos finais de semanas, sempre que possível, não abre mão de confraternizar com a família e os amigos.

O senhor foi eleito com quantas votos nesta última eleição? Quantas campanhas para vereador participou antes desta?

1023 votos, 1° candidatura, 1°eleição

O senhor, assim como a maioria dos parlamentares de Piracicaba, assumiu o mandato em meio a pandemia de covid-19. Foi preciso alterar ou adaptar suas propostas de trabalho em razão deste fato?

Sim. Algumas propostas ficaram mais distantes para colocar em pauta, uma vez que todos tivemos que priorizar esta questão.

Qual sua linha de atuação enquanto vereador? Há alguma região da cidade que o senhor representa e, portanto, tenha projetos específicos para essa comunidade, ou seu mandato vai abranger toda a cidade de Piracicaba?

Não tenho região de representação, afinal, recebi votos de todos os cantos do povo conservador de Piracicaba.

No início do seu mandato, o senhor se referiu á pandemia como ‘fraudemia’, por quê? O senhor mantém essa opinião sobre a pandemia?

Vou começar sugerindo que leiam o livro “Fraudemia” de Alessandro Loiola. Eu trato esse tema considerando o rio de dinheiro gasto por governadores e prefeitos montando “tendas” de campanha que tiveram baixíssimo uso, sobre valores suspeitos de serem superfaturados, muitos deles pagos sem licitação, dinheiro de imposto para bancar publicidade de governador, compra de respiradores que não funcionam, a negação do tratamento imediato que não é aplicado e muitas vezes nem é prescrito isso é inaceitável ainda mais existindo uma ampla e numerosa frente de médicos que defendem o tratamento precoce e uma meia dúzia de “médicos” militantes são contra. Trato sobre a quebra proposital do comércio para que as grandes empresas comprem as menores e sobre o favorecimento da China em toda compra. Obviamente a classe mais rica do mundo ficou ainda mais rica com esta crise. É sério que alguém acredita que isso é só uma coincidência? A doença existe, ela é perigosa para quem está com imunidade baixa. Hoje tenho plena convicção que chegamos nessa situação emergencial de saúde por culpa dessas medidas restritivas irresponsáveis. Temos que lutar para aumentar a imunidade da população, e não colocar o cidadão a beira do desespero e da depressão, tirando a diversão, a comida, o sustento, o seu bem, o seu comércio, separando sua família, tirando seu dinheiro, a sua rotina, a sua vida normal, pois é isso que está sendo feito ultimamente, lockdown não é e nunca será um plano de contingência sério. Como parlamentar eleito, tenho o direito de ter opinião própria, já que ter opinião não é crime, somente em ditaduras.

Como o senhor avalia a atuação dos governos federal, estadual e municipal para o enfrentamento da covid-19?

Mesmo com a interferência do STF (Supremo Tribunal Federal), que delegou a competência das ações de combate a peste chinesa para os Estados e Municípios, o Governo Federal já destinou mais de R$ 1,3 trilhão para o enfreamento da doença para todo o país, promoveu auxiliou aos trabalhadores e empresas em diversas formas, deu todo o suporte possível.

Em contrapartida, governadores e prefeitos, em sua maioria, fecharam seus estados e suas cidades sem apresentarem um único plano eficaz se quer.

Fechar por fechar, essa é a solução?

Estamos a mais de um ano adotando essas medidas ditatoriais que obviamente não deram certo, alertei isso desde o início em redes sociais, em entrevista e continuo alertando nas sessões da câmara também por ofícios à prefeitura, onde não só alerto, como também apresento algumas ideias e proposta sérias e eficazes de enfrentamento, muitas delas já foram adotadas em outras cidades obtendo excelentes resultados.

Recentemente o prefeito Luciano Almeida (DEM) decretou lockdown na cidade, o que dividiu a opinião da sociedade. Qual sua opinião sobre essa medida? Ela surtiu o efeito esperado?

Me pareceu óbvio, que essas medidas foram na contramão do que foi prometido em sua campanha, ou seja, ele traiu seus eleitores. Lockdown não funcionou e não vai funcionar, não surtiu efeito benéfico em nenhum momento, acredito que só agravou ainda mais o problema e como resultado fomentou outras doenças oriundas da baixa imunidade do povo que está sofrendo, está depressivo, cheio de dívidas, vivendo com o desespero da incerteza do amanhã e sem a liberdade de poder trabalhar honestamente para conquistar o pão de cada dia.

Quais principais demandas o senhor tem recebido da população e como o seu gabinete tem encaminhado esses assuntos?

Corte de mato e pedido de “tapa-buraco” está disparado na frente de todas as outras. Recebo muitos pedidos também de revisão em conta de água, corte e retirada de árvores, reclamações de falta de médicos nos UPAs, nos postos de saúde e pedidos de vagas de leitos em hospital, das quais pedimos relatórios, enviamos ofícios, ligamos pedindo informação e fiscalizamos, pois não é de competência do vereador sanar este problema ou dar “jeitinhos”. Mas realmente, nada chega próximo das demandas de corte de mato e conserto de buracos por isso estamos sempre fazendo indicações ao poder público para que tenham ciência de onde estão essas demandas.

Como o senhor avalia o papel do Poder Legislativo nesse momento de pandemia e como os vereadores devem, em sua opinião, representar a população nesta situação de crise?

Ao meu ver, o Poder Legislativo ainda não enxergou a pandemia pelo mesmo prisma que eu estou enxergando, acredito que devemos vencer essa batalha contra a peste chinesa, salvando vidas, salvando empresas e preservando empregos. Penso que meu papel é de lutar insistentemente para atender todos esses anseios da população, que querem voltar a trabalhar, continuar sustentando suas famílias e ao mesmo tempo ter um tratamento decente na saúde pública, seja por meio de novas leis ou por mais fiscalização evitando quaisquer desvios. Como representantes eleitos pelo povo, temos que agir, esse é o nosso dever.

Além da pandemia de covid-19, que é um problema mundial, quais são as outras necessidades de Piracicaba e como o senhor pretende contribuir para sanar essas carências?

Tenho um carinho muito grande pela educação, assim como a geração de emprego. Tenho visto a cidade sofrer nessas áreas. Na educação, quero contribuir trazendo o projeto da escola cívico militar para Piracicaba que, com certeza, poderá ser a escola espelho para todas as outras da nossa cidade. Na geração de emprego, venho lutando para tornar a vida do empreendedor menos burocrática possível e no atual momento venho lutando com unhas e dentes para que o trabalhador em geral tenha direito de exercer o seu oficio de forma honesta e livre.

Beto Silva
[email protected]

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