Fosso do Teatro Municipal ganha revestimento acústico

Teatro Municipal pode receber espetáculos estilo Broadway | Foto: Divulgação

A tão aguardada inauguração do fosso operístico do Teatro Municipal Dr. Losso Netto ainda segue indefinida. Aconteceria no dia 28 de março deste ano, com apresentação conjunta da OSP (Orquestra Sinfônica de Piracicaba) e Cedan (Companhia Estável de Dança), cancelada devido a pandemia da covid-19. À época, a Prefeitura, por meio da SemacTur (Secretaria Municipal da Ação Cultural e do Turismo), anunciara o término das obras, que se arrastaram por alguns anos. Agora, mesmo sem nenhum evento programado e quase cinco meses depois, a pasta divulga a “conclusão dos serviços de revestimento acústico do fosso”.

As obras, no entanto, como garante a SemacTur, já estavam finalizadas desde março, quando seria então utilizado pela primeira vez. Apenas uma divulgação tardia, para reforçar à população que o fosso está em ordem para, em breve, receber óperas, musicais e balés ao estilo Broadway, assim que a programação cultural da cidade – do país e do mundo – voltar à ativa.

“O fosso poderá ser utilizado apenas quando Piracicaba for liberada para a realização de eventos, previstos para acontecer após 28 dias de classificação na fase amarela, com capacidade de 40%, horário reduzido (6 horas), venda de ingressos apenas online e controle de acesso com lugares marcados”, informa a pasta em nota enviada à imprensa.

O investimento total foi de R$ 108 mil, revela a SemacTur. Foram realizados serviços de fornecimento e instalação de painel refletente, composto por estrutura revestida de compensado, proteção de fogo retardante, nicho e fechamento da lateral esquerda e paredes curvas; execução de 33,20 m2 de forro acústico com estrutura em madeira, revestimento em tecido e proteção de tratamento anti-chamas; além da elevação do piso na altura de 20 e 40 cm, com instalação de assoalho, conforme padrão existente no elevador da orquestra.

“Essa nova estrutura possibilitará montar dois espetáculos no mesmo dia, além de permitir às apresentações, a utilização do palco para disposição de cenário, deixando o ‘andar de baixo’ para outros personagens, de modo a não atrapalhar a visibilidade do público e a acústica”, explica a secretária da Ação Cultural e Turismo, Rosângela Camolese.

Erick Tedesco

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