Fuligem de queimada em diversos bairros preocupa moradores

Pelotão Ambiental recebeu denúncias de moradores, mas não foi possível identificar a queimada. (Foto: Amanda Vieira/JP)

Moradores do bairro Pauliceia e da região foram surpreendidos com uma “chuva” de queimada nesta sexta-feira (12) por volta das 11h30, que durou cerca de meia hora. Segundo o Pelotão Ambiental, a mesma situação também ocorreu em outros bairros da cidade, como Vila Rezende, Jupiá, Santa Teresinha e Centro. O Pelotão recebeu oito notificações nesta sexta-feira. Equipes foram enviadas a campos, não local de incêndio ou queimada não foi identificado.


“Não foi possível localizar o foco do incêndio, infelizmente não sabemos se aconteceu em área rural ou urbana”, informa o subinspetor José Antônio Mendes, do Pelotão Ambiental. A suspeita é que seja fuligem de cana-de-açúcar.

Além da preocupação com o impacto das queimadas na qualidade do ar, a população ainda enfrenta a sujeira que esses casos causam. “Quando percebi, vi o quintal repleto de queimada. Durou cerca de meia hora, mas o estrago foi grande”, explica Daniela Lopes, ouvidora da Santa Casa de Piracicaba e moradora do Pauliceia. “Tinha feito faxina hoje. Quando cheguei do mercado, vi o abrigo e quintal repletos de ciscos de queimada. Com o vento, logo já estava nos armários e dentro de casa”, complementa.

O advogado Renato Elias estava em um varejão na Paulista quando viu a fuligem cair na região e, ao chegar em casa – no Terras 4 – constatou que o quintal também estava sujo. “Eu tinha lavado ontem, hoje teve que lavar tudo de novo. E vira e mexe está acontecendo. O pessoal que tem terreno baldio, querendo economizar, acaba provocando prejuízo”, avalia.

Elias evidencia a necessidade da denúncia. “O pessoal que ver queimada [tem] que denunciar”, comenta.

De acordo com o cabo Barbosa do 16º Grupamento de Bombeiros, não houve ocorrência de queimada registrada na região do bairro Pauliceia na manhã desta sexta-feira. A única registrada no período da manhã foi no bairro Santa Isabel. Segundo Barbosa, existe a possibilidade da fuligem ter atingido a cidade a partir desta ocorrência.

O problema das queimadas ilegais se agrava no período de estiagem, mas a cidade o enfrenta durante todo o ano. Em 2019, segundo a prefeitura, foram registrados 591casos de incêndio em áreas de vegetação, ou seja, mais de uma ocorrência por dia. Neste ano, de janeiro a maio, o Pelotão Ambiental recebeu 187 denúncias de queimadas na cidade.

“O Pelotão Ambiental comunica que os proprietários de terrenos particulares (em zonas urbanas ou rurais) que são flagrados incendiando tais áreas recebem uma multa que equivale a R$ 165,00 o metro quadrado”, disse me nota.

Casos de incêndios podem ser denunciados ao Corpo de Bombeiros (193), à Guarda Civil de Piracicaba (153), ao Pelotão Ambiental ((19) 3426-1996) e pelo SIP (156).

Andressa Mota