Funcionários dos Correios podem deflagrar greve nesta terça-feira

(Credito: Amanda Vieira/JP)

Os funcionários dos Correios realizam hoje uma assembleia para deflagração de greve por tempo indeterminado. O movimento é organizado pelo Sintect-Cas (Sindicato dos Trabalhadores em Correios, Telégrafos e Similares de Campinas e Região).


A entidade sindical considera abusivo o custeio do plano de saúde dos trabalhadores. A proposta da empresa é de que seja feito o rateio entre a estatal e o funcionário, o que a categoria rechaçou.


De acordo com o diretor do sindicato, em Piracicaba, Anderson Tognoni, no dissídio coletivo da campanha salarial de 2019, o TST (Tribunal Superior do Trabalho) decidiu que os Correios pagariam 70% do valor do plano de saúde e os trabalhadores 30%.


Semanas depois a direção da ECT (Empresa de Correios e Telégrafos) recorreu ao STF (Supremo Tribunal Federal) e o ministro Dias Toffoli concedeu liminar suspendendo o julgamento do TST, após isso, a direção da empresa comunicou aos trabalhadores que o custeio seria de 50% no plano de saúde, ou seja, meio a meio empresa e trabalhador.


As federações foram ao TST que, liminarmente, suspendeu os efeitos do reajuste aplicado pela empresa através da liminar do STF. Mas na última semana o Ministro Luiz Fux, a pedido da ECT, derrubou a liminar do TST e a antiga liminar, concedida pelo Ministro Dias Tofolli, voltou a valer.


Os Correios informaram ontem que seguem cumprindo as decisões judiciais acerca do plano de saúde dos empregados dos Correios, razão pela qual não há motivos para a paralisação anunciada.
“Se constatado algum movimento abusivo de paralisação, a empresa tomará as medidas cabíveis”, informou em nota.

Beto Silva
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