Fundação Ilumina apresenta seu Centro de Inovação

Iniciativa nasce focada no diagnóstico e tratamento de câncer, por meio de novas tecnologias. (Foto: Amanda Vieira/JP)

A Fundação Ilumina apresentou ontem o novo projeto destinado a ampliar o acesso e qualidade da atenção primária de saúde, o Centro de Inovação Ilumina. A iniciativa nasce focada no diagnóstico e tratamento de câncer, por meio do desenvolvimento tecnológico de modelos compartilhados de gestão e acompanhamento da jornada do paciente com o objetivo de promover o diagnóstico precoce do câncer, inédito no Brasil. O projeto baseia-se na integração entre a Fundação Ilumina, Atenção Básica de Saúde (APS) e parceiros da iniciativa privada no modelo de Rastreamento Ativo Organizado do Câncer, para garantir o acesso a 100% da população.

A atuação do Centro de Inovação Ilumina nasce por meio do desenvolvimento de uma plataforma customizada especificamente para a rastreabilidade do câncer num determinado território. Com estrutura física a ser instalada na usina de Inovação Monte Alegre, o sistema monitorará protocolos de pesquisa, perfis epidemiológicos, passagens em serviços básicos de saúde permitindo identificar necessidades e oportunidades de diagnóstico e assistência precoce de combate ao câncer. Isto é, o acompanhamento da jornada do paciente e progressão de suas condições de saúde, dentro da linha de câncer, com o objetivo de diminuir o tempo entre o diagnóstico e o tratamento.

Essa inversão do modelo de diagnóstico precoce exige uma complexidade grande e precisa contar com a capilaridade do Sistema Único de Saúde – Público e Privado, para mudar a realidade atual de 80% dos pacientes chegando ao diagnóstico em estágio avançado. “É essa inversão que vai gerar economia aos cofres públicos”, explica a médica Adriana Brasil, Fundadora e coordenadora geral dos Projetos da Fundação. “As ações da Fundação Ilumina extrapolam as paredes do Hospital e começam a se tornar realidade. No médio e longo prazo, a ação preventiva do câncer poderá diminuir em 17 vezes o investimento do governo no tratamento da doença”, completa.

Esse olhar para a saúde pública, norteado por tecnologia de rastreabilidade de padrões de comportamento, rotina de exames preventivos e atenção primária às pessoas que precisem de diagnóstico precoce, tem ainda o potencial de reduzir cerca de 30% dos desperdícios observados em toda a cadeia. “São gargalos observados em realizações duplicadas de exames, melhor organização do fluxo de profissionais médicos de média e alta complexidade, além de menor demanda por atendimento hospitalar e/ou medicamentoso”, complementa Carlos Eli Ribeiro, Diretor de Desenvolvimento Institucional da entidade.

Segundo ele, a atenção à dignidade do paciente vai além do cuidado preventivo de saúde, e se estende à manutenção de sua privacidade e proteção de dados. Parte da complexidade da construção de um sistema de governança compartilhada está em assegurar o rastreio de informações sensíveis em saúde (fatores de risco, diagnóstico e tratamento do câncer), e não no monitoramento ou vigilância de pessoas, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPDP).

INOVAÇÃO EM SAÚDE

Segundo Ribeiro, o Centro de Inovação destina-se ainda à pesquisa de novas tecnologias e oportunidades de negócios de impacto social. Ele aponta que a parceria com startups e outras empresas permitirá o desenvolvimento de novos sistemas para curadoria e gestão de dados, geolocalização e rastreio que poderão ser replicados e adaptados para outros segmentos de atividades.

Da Redação