Fundação Ilumina cobra prefeitura repasse de R$ 700 mil

Adriana não soube informar o motivo do não repasse dos recursos e disse que o problema começou após a mudança da gestão municipal. (Foto: Amanda Vieira/JP)

A diretoria da Fundação Ilumina, instituição que atua na prevenção precoce de câncer em Piracicaba e Região, informou ontem que há quatro meses cobra o repasse de R$ 700 mil oriundos de emendas parlamentares que estão retidos pela prefeitura. Diante da resistência, a presidente do conselho da fundação, a médica Adriana Brasil, disse que a instituição recorreu à Justiça para ter acesso aos recursos, segundo ela, imprescindíveis para manter o oferecimento de exames gratuitos à população na detecção de câncer de mama, colo de útero, pele, intestino e pulmão.

Adriana não soube informar o motivo do não repasse dos recursos e disse que o problema começou após a mudança da gestão municipal. Ela contou que foram encaminhados 45 ofícios convidando o prefeito Luciano Almeida (DEM) e o secretário de Saúde, Filemon Silvano, para conhecer as instalações do Hospital Ilumina – mantido pela fundação – além de cobrar o repasse. “Nenhum ofício foi respondido”, afirmou a médica.

Sem os recursos, a diretoria informou que a partir do próximo dia 5 não há caixa, o que vai obrigar a redução de 40% dos exames oferecidos. Segundo Adriana, para manter o atendimento à população, a fundação conta com 60% dos recursos provenientes dos repasses governamentais (incluindo contratos com a prefeitura e emendas parlamentares) e os 40% restantes são doações da iniciativa privada e sociedade.

A presidente do conselho disse que ouviu de terceiros, a informação de que o prefeito só faria o repasse sob júdice. O advogado José

Augusto Amstalden, que representa a fundação, disse que aguarda para a próxima semana o pedido de liminar feito à Justiça.
Adriana contou que, no início do ano, ao anunciar um mutirão da carreta Ilumina no bairro Santa Teresinha, foi avisada pelo secretário de Saúde que mantivesse o veículo na garagem até que os contratos com a fundação fossem avaliados.

“Nós fomos ao bairro com nossos recursos e em 35 dias de trabalho detectamos 54 casos suspeitos”, afirmou. Segundo a Fundação Ilumina, o bairro possui 12.434 habitantes e a procura expontânea foi de 7.611 pessoas e 1.673 exames realizados. A prefeitura informou ontem que ‘a causa está judicializada e a Procuradoria Geral analisa o caso’.

Beto Silva
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