Gás e gasolina sobem: botijão a R$ 112 e litro a R$ 6,538

A ANP autorizou alta de 7,2% ontem; o preço do botijão deve sofrer também com impacto do combustível

A ANP (Agência Nacional de Petróleo) reajustou ontem, sexta-feira, em 7,2% os preços da gasolina e do gás e, segundo o levantamento da agência sobre os valores praticados por município até o último dia 2, o combustível e o botijão podem chegar a R$ 6,538 o litro e o botijão a R$ 112,56 em Piracicaba. E não adianta correr para a revendedora ou para o posto: os varejistas estão autorizados a subir seus preços a partir de hoje (sábado). Ainda conforme divulgou a ANP, o reajuste aconteceu para fugir de um desabastecimento para ambos os combustíveis fósseis. Também nesta semana foi divulgado o maior índice de inflação desde a criação do Plano Real, de 10,25% nos últimos 12 meses até setembro. “As expectativas de inflação subiram bastante para 2021, e podem piorar por reajuste de gasolina”, admitiu o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

O negócio está complicado para quem trabalha com entregas. “[O pagamento] não aumenta nada, nem nos aplicativos e nem nos restaurantes. A gente tem que assumir do bolso [o preço do combustível]. Se eu não aceitar, vem outro que está precisando mais [de trabalho]”, conta o motoboy Geison de Souza Rodrigues, 40. “Agora ficou mais difícil com o aumento da gasolina. Até temos um aumento de corridas, mas o valor [pago aos entregadores] não aumentou. Está complicada a situação para quem trabalha com moto”, diz Moises Rodrigues da Silva, 45.

OLHA O GÁS!
Se o preço já está salgado, a avaliação da Abragás (Associação Brasileira das Entidades Representativas da Revendas de Gás) traz um pouco mais de desalento. Segundo avaliação da associação, o consumidor final de botijão deve sentir um reajuste maior do que foi autorizado pela ANP. O culpado? A gasolina! Além de uma possível recuperação da margem de lucro das distribuidoras, os revendedores falam em cobrir altas de custos, entre eles, as dos combustíveis, utilizado no transporte do botijão.

A empresária Marisa Nascimento, da MC Refeições, sabe bem como está caro o compra do gás à granel. “Infelizmente não podemos repassar para nosso cliente o aumento do preço. Só podemos aumentar o valor do nosso produto uma vez no ano. Então, temos que diminuir a nossa margem de lucro.”

Cristiane Bonin
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