Gato dá amor e muita sorte, nunca azar!

No dia 17 de fevereiro foi comemorado o Dia Mundial do Gato. No entanto, para os tutores e amantes de gatos, todo dia é o dia mundial do felino. O amor incondicional por este animal de inúmeras habilidades e conhecido por sua famosa autonomia independe de datas comemorativas. E diferente do que muita gente ainda pensa: de que gatos são indiferentes, eles são extremamente amorosos e adoram um carinho.

O Dia Mundial do Gato foi criado na Itália, por uma ONG de defesa animal. A entidade promoveu a campanha “Todos juntos contra a superstição”, em que pedia o fim da perseguição aos felinos no país e, ao mesmo tempo, fazia um apelo para promover adoções.




Infelizmente, a realidade italiana no que diz respeito à saúde e bem-estar dos pets ecoa em outras partes do mundo, como em Piracicaba, onde ONGs e protetores ainda batalham para alimentar e cuidar de centenas de gatos de rua, abandonados ou vítimas de maus-tratos, como alguns que vivem nos Cemitérios da Saudade e da Vila Rezande.

Em relação à conscientização e bem-estar do animal neste dia, a médica veterinária Júlia de Lima Flórios destaca que o importante é fazer tutores, sociedade civil e organizada, ou seja, todos, entenderem as necessidades do pet. “É importante sabermos que os felinos, apesar de terem fama de independentes e de terem 7 vidas, também precisam de cuidados e visitas periódicas ao veterinário, pois ficam doentes e dependem de nós, humanos, para lhes dar bom alimento e cuidados necessários”.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são cerca de 23,9 milhões de gatos em todo território nacional, número de, também segundo o órgão, deve ultrapassar os 30 milhões até 2022.

Júlia fala algumas características que os tornam amáveis. Gatos são felinos domésticos muito peculiares, companheiros e fiéis, assim como os cães. Eles se adaptam a ambientes menores (apartamentos, por exemplo), são muito higiênicos e não necessitam de banhos (a menos que estejam com alguma dermatopatoa) e passeios”.

E, assim como cachorros, gatos também são ‘humanizados’ pelos tutores, o que torna o convívio ainda mais íntimo. “Gatos adoram dormir na cama, junto com os tutores. São ótimas companhias pra assistir TV e adoram se aconchegar junto de nós. Muitos acabam aderindo traços de personalidade do tutor, e assim a rotina entre o gato e o humano fica mais simples e tranquila”, explica a veterinária.

Júlia também aproveita para falar de um antigo estigma, que data da idade médica, de que o gato é um animal enigmático e cercado de superstições. Os gatos são animais extremamente sensíveis e acredita-se que afastam a energia negativa da casa e de pessoas carregadas. Essas afirmações não são confirmadas cientificamente, trata-se de mitos, porém, quem tem um felino em casa jura que é verdade! Tenho três aqui e posso garantir que esse mito é uma verdade”, ela se diverte.

Muito se fala da independência do gato, mas, claro, ele também precisa de cuidados e atenção. Júlia comenta sobre limites desta dependência. “Passam boa parte do dia dormindo ou em estado ‘offline’ para recuperar energia. Como são animais de hábito noturno, e nós, geralmente, estamos dormindo nesse período, não percebemos tanta atividade dos felinos. Como seus ancestrais são caçadores, os felinos domésticos herdaram essa característica e isso nos dá a impressão de que ‘se viram sozinhos’”.

A veterinária também ressalta que, para quem quer ter um gato, é imprescindível um ambiente saudável e limpo, além de ter o compromisso de idas constantes ao veterinário. “Os gatos não fazem nada sozinho, precisamos dar a eles esse ambiente seguro”.

Erick Tedesco ([email protected])