Gatos mudaram a rotina de trabalho do JP; matutino foi pioneiro ao aderir pets na empresa

Foto: Arquivo/JP

Tsuyu chegou filhote na sede do Jornal de Piracicaba e há mais de 13 anos convive entre os profissionais

Entre os funcionários de uma empresa sempre existe a pessoa que não tem muita intimidade com gatos, quem gosta ou ama. Agora imagine ter a oportunidade de conviver com os felinos, no seu ambiente profissional. Um levantamento feito pela startup de tecnologia em neurociência Fiter, apontou que a taxa de felicidade aumenta de 87% para 92% entre os funcionários que permitem a entrada de pets. A pesquisa contou com a participação de 30 empresas e foi divulgada no ano passado.

O Jornal de Piracicaba foi pioneiro na cidade ao aderir a presença desses animais, em meio aos seus repórteres, fotógrafos e demais colaboradores no seu prédio da avenida Luciano Guidotti.

Há um pouco mais de 13 anos, começava a história dos dois principais gatos que fizeram morada no JP, Nikkō e Tsuyu. Ambos chegaram ainda filhotes no JP disse o Diretor Responsável do JP, Marcelo Batuíra.

“Encontrei o Nikkō abandonado em um antigo casarão, até então desocupado, da família Guerrini, na rua Santa Cruz, bairro Alto de Piracicaba, que foi revitalizado e atualmente sedia o Senac”, relata.

Ao entrar na empresa, o gato, assustado, logo se deparou com outro hóspede que chegara meses antes dele, o Tsuyu, que foi doado por um ex-funcionário do Jornal. A dupla de felinos cresceu junta, brincavam e brigavam, mas sempre divertiam os colaboradores.

Fernanda Moraes, editora-chefe do JP relembra: “Os chamamos de chefes, porque sempre estavam presentes, seja no fechamento de cada edição impressa, ao observar os textos ou em meio a gráfica de impressão. Carinhosos e divertidos, nossos parceiros felinos deixam o ambiente mais leve”.

‘Chefe de reportagem’ Nikko, morreu aos 11 anos, em 2020. Foto: Fernanda Moraes/JP

Nikkō tinha doença renal e ‘desfalcou’ a equipe no dia 30 de outubro de 2020, aos 11 anos de idade. Quando ele morreu, Fernanda escreveu uma homenagem a ele em nome de toda equipe, publicada tanto na versão impressa como nas redes sociais, que foram ‘invadidas’ por mensagens de carinho de várias partes do Brasil e de países como Portugal, por exemplo. Na Redação, é raro um funcionário não ter uma selfie com essa dupla.

Antes da pandemia da covid-19, o jornal tinha maior circulação de pessoas, mas, assim como demais empresas, precisou de ajustes e adotou o trabalho remoto para algumas funções.

Se engana quem pensa que o Tsuyu ficou esquecido na pandemia, ele continua sendo muito querido e cuidado pelos colaboradores do JP e, inclusive, tem o seu guardião, o Diretor Financeiro, Gilberto Basso. ‘Tsu’, como ele apelidou o gato, tem uma caixa inteira de petiscos guardados em seu armário.

“Só de ver o Tsu todo dia pela manhã, fico mais disposto a enfrentar as dificuldades do dia. Ele sempre me procura na minha sala, como se quisesse me mostrar que a vida é bela. É mais que um animal, é meu amigo, não me exige nada além de amor”, enfatiza Gilberto.

Laís Seguin
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