Em 2015, suspeito chegou a ser preso em flagrante. (Foto: Claudinho Coradini/Arquivo/JP)

Um guarda civil de Piracicaba foi preso, no bairro Mário Dedini, na segunda-feira (23), após o cumprimento do mandado de prisão preventiva pelos policiais civis da DIG (Delegacia de Investigações Gerais). O GC foi condenado a três anos, seis meses e 20 dias, em regime inicialmente semiaberto, por corrupção passiva após ter pedido R$ 20 mil de propina para liberar três suspeitos de tráfico. O caso ocorreu em 2015. Na época, ele chegou a ser preso em flagrante, no estacionamento de uma agência bancária, enquanto recebia parte do pagamento. Ele conseguiu um habeas corpus, mas acabou tendo a prisão decretada após perder um recurso no TJ- -SP (Tribunal de Justiça de São Paulo). A reportagem não conseguiu entrar em contato com o advogado do GC.

Segundo o boletim de ocorrência registrado na DIG, os policiais foram até a casa do GC por volta das 15h, acompanhados de uma equipe com um inspetor da corporação municipal. O agente foi detido e encaminhado para uma cela anexa à carceragem.

O guarda teve a prisão decretada no dia 29 de agosto deste ano pelo juiz da 3ª Vara Criminal de Piracicaba Rodrigo Pares Andreucci.

O CASO

De acordo com a denúncia do MP-SP (Ministério Público de São Paulo), no dia 15 de dezembro de 2015, o guarda teria solicitado a quantia para não prender um rapaz, que consumiria entorpecentes, dentro de seu veículo, com outros dois jovens. Um deles tinha um cigarro de maconha e o outro portava nove comprimidos de ecstasy. Todos foram liberados mediante a promessa de que o pagamento seria feito no dia seguinte em uma agência bancária da cidade. No entanto, o rapaz teria comentado o ocorrido com um tio, que em seguida avisou o comando da Guarda Civil e a Polícia Civil. O GC foi preso no momento em que recebia R$ 2.000 do rapaz. O parceiro do guarda que estava na viatura, não teve participação no ocorrido.

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