Geração 50+: marketing do Banco Mercantil

Por Antonio Carlos Giuliani

Para criar um relacionamento duradouro com seu público, o primeiro passo consiste em entender as preferências e o comportamento dos consumidores. Desse modo, examinar e compreender as necessidades e as vontades deles é um processo fundamental. Só assim é possível visualizar por completo a experiência de compra dos clientes, ação necessária para uma empresa poder construir suas estratégias de marketing. Num mercado que se desenvolve em ritmo acelerado de competição, a empresa que conhece seu consumidor tem mais chances de fidelizá-lo.

Estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU) apontam que até 2050 o Brasil terá 64 milhões de idosos, o que representará 30% da população. A geração 50+ enfrenta desafios bem mais complexos do que somente postar um vídeo no Instagram, visto que, entre outros problemas, são preteridos por grande parte das empresas que praticam o etarismo. O fato é que os indivíduos que compõem essa geração podem ir muito mais além. Presenciaram a queda do Muro de Berlim, o término da Guerra Fria, o fim do apartheid na África do Sul e os atentados terroristas de 11 de setembro, e sobreviveram. Vivenciaram um Brasil com várias moedas e altas inflações, inclusive com congelamento de salários e de preços, e superaram tudo isso. Viveram em um mundo sem Internet e se adaptaram à tecnologia.

A Pipe Social e a Hype60+ realizaram um estudo o qual mostrou que os consumidores seniores se adequaram ao universo das novas mídias e já estão conectados em rede, muito embora ainda tenham preferência pelos meios de comunicação tradicionais. Um levantamento do Nielsen Media Research concluiu que, no Brasil, a faixa dos 50+ foi a única que cresceu entre os consumidores do comércio eletrônico em 2021, respondendo por 33,9% dos pedidos on-line. Com isso, ultrapassou os adultos (35 a 49 anos) e, assim, liderou esse ranking. Você sabia que 76% dos brasileiros 50+ são a única ou a principal fonte de renda das residências do país? Essa foi uma das conclusões do estudo “Diversa-idade” realizado pela GNT/Rede Globo.

Se a reinvenção dos 50+ vem sendo acelerada, o mundo corporativo ainda caminha a passos lentos para combater o etarismo. O Banco Mercantil do Brasil inovou com uma campanha muito relevante para o segmento dando valor aos 50+.Diante de um nicho promissor, está no ar a nova versão da consagrada música “20 e poucos anos” lançada em 1979. Foi reescrita pelo próprio intérprete, o cantor Fábio Júnior, a convite do Banco Mercantil,ficando assim: “Quero saber bem mais que os meus 50 e tantos anos…”. A versão é um retrato do momento pelo qual passa o banco e toda a geração composta de pessoas acima de 50 anos: elas não se definem pela idade, têm planos e querem ir muito além. Aos 68 anos, Fábio Júnior é um legítimo representante desse público. Mais ativo que nunca, com a agenda de shows lotada e totalmente engajado nas redes sociais. Para dialogar com esse segmento, não devemos cair na armadilha da generalização e do preconceito, pois essa população é diversa, variando em função da faixa etária, do gênero, da classe social, da capacidade física, emocional e cognitiva e do estilo de vida. É preciso comunicar com ele criando conteúdos que realmente sejam relevantes e úteis.

Não se pode ignorar essa realidade. Para trabalhar a comunicação com esse público, é preciso utilizar linguagem adequada e histórias reais a fim de criar engajamento. No processo de comunicação, representatividade, profundidade e protagonismo devem ser priorizados, com objetivo de evitar a construção de estereótipos em relação aos idosos, principalmente no tocante a aspectos negativos e fragilidades. Não subestime esse público, conheça a diversidade de seu estilo de vida, entenda sua linguagem, sua rotina e ingresse nesse segmento promissor.

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