Gestão do negócio,continuidade e sustentação

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Um dos grandes desafios do comércio varejista no século XXI é simplesmente sobreviver ao ambiente instável do mercado. Exercer a função de empresário nos dias atuais não representa a mesma experiência de alguns anos atrás. Mercados cada vez mais competitivos têm exigido desse novo empresário novas habilidades, entre elas, o domínio de técnicas de gestão de seu negócio, para que possa promover a continuidade e a sustentação de sua loja. O sucesso ou o fracasso de uma loja atualmente depende do desempenho empresarial em quatro aspectos primordiais: setor de compras, projeto de lojas, marketing e cultura de vendas.

Comprar com eficiência é essencial para uma loja ser bem-sucedida, de forma que sejam priorizados menos estoques e mais giro. Todas as vezes que compramos para montar o mix de produtos, estamos sujeitos a erros, porém precisamos reduzir a margem de erro nas compras. Estoque parado é sinônimo de prejuízo, estoque alto significa menos capital de giro e risco de perda. Pensemos em produtos femininos, por exemplo, calçados ou vestidos: por serem relacionados à moda, apresentam um ciclo de vida curto, e, no caso de alguns deles, esse ciclo não ultrapassa 60 dias.

Desse modo, se não os vender dentro desse prazo, o varejista corre um sério risco de os produtos ficarem encalhados e, assim, ter menor capital de giro para manter as despesas da loja, o que não irá lhe proporcionar lucro. O projeto de sua loja é importantíssimo e deve ter como principal objetivo atrair o público e criar valor para a marca (loja) e para os produtos expostos. É uma atividade específica, a qual deve ser conduzida por profissionais especializados que, além de arquitetura e design, entendam de marketing e compreendam as necessidades operacionais dos vários segmentos comerciais.

A ambientação das lojas é composta por itens funcionais, como equipamentos, estrutura, localização, instalações, móveis, vitrines, araras, displays, e por acessórios cuja principal finalidade é criar emoção e diferenciação, de modo que tenham um caráter único. Um bom design em sua loja ajuda a influenciar as vendas na ordem de 30%, desde que o lojista procure mantê-lo renovado, visto que isso propicia um ponto de venda sempre atualizado e atrativo.

O marketing deve ser compreendido como a filosofia de seu negócio, que deverá acompanhá-lo em todos os momentos. Portanto, não deve ser entendido somente como a propaganda que irá praticar ou, então, achar que as redes sociais resolvem tudo. É preciso trabalhar a comunicação interna com o cliente para promover a fidelização e ser cauteloso, ou seja, investir na construção de uma marca no mercado com bons produtos e bons atendimentos buscando inovações constantes e procurando dialogar com seus clientes nas diversas formas de comunicação on-line e off-line.

Uma cultura de vendas é o quarto ponto a ser considerado, pois todo estabelecimento comercial necessita tê-la. Deve ser construída diariamente sempre com base no número de pessoas que entram numa loja, no número daquelas que realmente compraram e na quantidade de pessoas que saíram sem levar nada. Chamamos o fator que promove a perda de venda de “antivenda”, o qual pode ser oriundo de vários fatores, entre eles, mau atendimento, mau uso da vitrine, má localização, falta de foco, gerência inefi caz, estoque desorganizado, vendedores despreparados, clima inadequado na loja, falta de promoções, loja estática e iluminação inadequada.

Quando permitimos a ocorrência de algum desses fatores, estamos praticando a antivenda. Os pontos abordados devem ser os primeiros a serem considerados quando a empresa busca assegurar uma boa gestão e deseja ter continuidade nos negócios.


Imagem: rawpixel.com

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