Parte dos profissionais começarão os treinamentos em 2021 (Claudinho Coradini/JP)

A contratação de 5,8 mil policiais militares e civis foi anunciada ontem, pelo governador João Doria (PSDB). As vagas serão preenchidas pelos aprovados em concursos públicos que haviam sido suspensos em razão da pandemia da covid-19. Parte dos profissionais iniciarão suas atividades no segundo semestre 2021. Ainda não foi confirmado, onde os novos policiais serão transferidos. “É um importante reforço na Segurança Pública do Estado. A polícia de São Paulo, tanto a Civil como a Militar, são as polícias mais bem preparadas e treinadas do Brasil”, afirmou Doria.

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Para a Polícia Militar, serão nomeados 2.100 soldados de 2° classe de um edital de 2019, que estava suspenso. Após a nomeação, esses candidatos irão tomar posse e iniciar o Curso Superior Técnico de Polícia Ostensiva e Preservação da Ordem Pública, na Escola Superior de Soldados. As aulas devem começar em dezembro deste ano e a previsão é que a turma esteja apta para o policiamento preventivo no final do ano que vem.

Também está prevista, para o primeiro semestre de 2021, a nomeação de mais 2.700 soldados de 2° classe e 190 alunos-oficiais de outros dois concursos suspensos, dos anos de 2019 e 2020, respectivamente.
Para atividades de polícia judiciária, serão nomeados 885 profissionais, sendo 32 delegados, 600 investigadores, 54 agentes de telecomunicação, 30 papiloscopistas, 86 auxiliares de papiloscopista e 83 agentes policiais.

SINDICATO
O Sindpesp (Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo) enfatizou que a nomeação de policiais aprovados em concursos é uma reivindicação constante do sindicato. “Essas nomeações dizem respeito apenas à recomposição dos nomeados há um ano que não tomaram posse, vindo a ser preenchidas somente agora. É um pequeno alento para a instituição, que vive hoje o maior déficit de sua história, com 14.302 cargos vagos, segundo o defasômetro elaborado pelo Sindpesp e atualizado mensalmente. Cabe destacar que não houve nomeação de remanescentes”, cita em nota. Reafirma ainda que o Governo tem feito propaganda duas vezes com a mesma nomeação, pois a primeira não foi preenchida na totalidade.

Cristiani Azanha

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