Governo do Estado de São Paulo anuncia plano de enfrentamento da varíola dos macacos; RMP tem três casos

Foto: Claudinho Coradini/JP

Doença atinge mais de mil pessoas, segundo Secretaria de Saúde do Estado

O Governo de São Paulo anunciou nesta quinta-feira (4) o lançamento da Rede Emílio Ribas de Combate à Monkeypox (varíola do macaco), com coordenação integrada das secretarias de Estado da Saúde e a pasta de Ciência, Pesquisa e Desenvolvimento em Saúde. O plano de enfrentamento inclui a definição de 93 hospitais estaduais e de maternidades que vão ser referência e vão dar retaguarda aos casos mais graves com necessidade de internação de pacientes e leitos de isolamento ou unidades de terapia intensiva. Também foram apresentadas as ações para ampliação do diagnóstico, vigilância e capacitação da rede de saúde pública e privada.

Levantamento divulgado na terça-feira (2) apontava 1.184 casos da varíola do macaco em todo o Estado paulista. Na RMP (Região Metropolitana de Piracicaba) foram registrados três casos confirmados nas cidades de Piracicaba, Araras e Rio Claro, além de um suspeito em Limeira.

De acordo com informações da Secretaria de Estado da Saúde, a rede de atendimento, além do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, maior centro de tratamento de doenças infectocontagiosas da América Latina, com unidades na Capital paulista e no Guarujá, serão referência os hospitais universitários, como o Hospital das Clínicas da FMUSP e o HC de Ribeirão Preto, e os hospitais gerais próprios do Estado.

Na cidade de São Paulo, a Secretaria Municipal da Saúde já ofereceu suporte por meio das UBS (Unidades Básicas de Saúde), UPAs (Unidades de Pronto-Atendimento) e outros equipamentos. A porta de entrada aos pacientes tanto para a Capital, como aos demais municípios, serão UBSs, referência para os casos leves, o que representa a grande maioria dos casos no Estado.

O Estado apresentou protocolo especial para as gestantes. A partir do diagnóstico de monkeypox em uma grávida, ela será acompanhada pelos municípios e indicada para o parto em uma unidade de saúde de alto risco. Todas as maternidades desse tipo no Estado serão referência para casos de varíola símia em gestantes.

Nesses casos, a indicação é de acompanhamento pelos municípios em pré-natal de alto risco e a indicação para o parto será de cesárea. “O objetivo é somar esforços e integrar as instituições e centros de excelência para promover ações estratégicas de prevenção e cuidado, levando em consideração o aprendizado diante dos últimos enfrentamentos de endemias e pandemias”, destacou o secretário de Ciência, Pesquisa e Desenvolvimento em Saúde, David Uip.

Beto Silva
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