Categoria vai ter reajuste de 2,6% por decisão do TST (Foto: Amanda Vieira/JP)

Um dia após o TST (Tribunal Superior do Trabalho) determinar o fim da greve dos Correios, as agências de Piracicaba estão novamente com 100% do efetivo, assegura o Sintectcas (Sindicato dos trabalhadores em Correios e telégrafos de Campinas e Região). A categoria, que receberá reajuste de 2,6% por decisão do órgão federal, estava em greve desde o dia 17 de agosto.

Sobre os serviços nas agências, em nota, os Correios afirmam que seguem executando o plano de continuidade do negócio, com a realização de mutirões de entrega, inclusive em fins de semana e feriados, “com o objetivo de reduzir os efeitos da paralisação parcial dos empregados à população”.

O atendimento ao público no CEE Piracicaba (Centro de Entrega de Encomendas), na Avenida 31 de Março, é realizado mediante a distribuição diária de senhas. O atendimento é feito de segunda a sexta-feira das 13h às 16h. A rede de atendimento permanece aberta e os serviços, inclusive o Sedex e o PAC, continuam disponíveis, destaca os Correios. Já as postagens com hora marcada permanecem temporariamente suspensas.

A paralisação foi deflagrada depois que os trabalhadores foram surpreendidos com a revogação do atual Acordo Coletivo, que estaria em vigência até 2021.

Para Mauro Aparecido Ramos, do Sintectcas, não houve avanço. “O que houve foi destruição de acordo coletivo e poder de compra dos funcionários”. Segundo o sindicalista, o reajuste sequer era pauta da greve. “Os 2,6% ficam aquém dos cerca de 40% de perda de remuneração dos trabalhadores provocada pela decisão do TST”, afirma.

Santos também reclama da falta de negociação entre as partes envolvidas. “Não houve negociação, o que houve foi imposição da empresa, que se negou a negociar desde julho. Nas três reuniões, em julho, os Correios nunca se mostram vontade disso, nem mesmo diante do tribunal e nem diante do Ministério Público do Trabalho”.

A decisão do TST é vista pelo Sintectcas como uma “imposição”. “O órgão apenas acatou um pedido dos Correios para retirar 70 cláusulas do acordo coletivo. Praticamente destruiu a convenção coletiva que foi construída em mais de 35 anos”, destaca Santos.

Os representantes dos Correios no julgamento afirmaram que a manutenção das cláusulas do acordo anterior podem ter impacto negativo de R$ 294 milhões nas contas da empresa.

Erick Tedesco

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