20 das 68 escolas estaduais fcaram sem aula em Piracicaba (Credito: Amanda Vieira/JP)

Cerca de 20, das 68 escolas estaduais de Piracicaba, aderiram ontem à paralisação proposta pela Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo).

A entidade sindical convocou os professores para acompanhar a votação da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 18/2019 da Reforma da Previdência do Estado na Assembleia Legislativa do Estado.


O projeto de autoria do Governo Estadual passou com 59 votos favoráveis e 32 contrários e foi votado em duas sessões extraordinárias. Um projeto de lei complementar, que ainda pode trazer algumas alterações no texto aprovado, será votado pela Assembleia.


Durante as sessões extraordinárias para votação da PEC, houve tumulto e confronto entre servidores estaduais e a PM (Polícia Militar), que reprimiu o protesto dos funcionários públicos que protestavam contra a reforma.
O governo estadual defende que, com a medida, haverá economia aos cofres públicos de R$ 32 bilhões em dez anos.


Na justificativa, a reforma é essencial para a sustentabilidade financeira dos recursos públicos e a recuperação da capacidade de investimento do Estado, garantindo aos servidores o direito à aposentadoria sem atrasos ou redução, assim como a manutenção e ampliação de serviços públicos essenciais, como saúde, segurança e educação.

PARALISAÇÃO

O levantamento feito pela Apeoesp em Piracicaba mostrou que aproximadamente 30% das escolas aderiram à greve, enquanto que nas demais a paralisação foi parcial.


Um grupo de professores de Piracicaba se deslocou para São Paulo, logo pela manhã, em ônibus, vans e em veículos particulares, para acompanhar a votação da PEC.


Também pela manhã, a Secretaria de Estado da Educação informou que na maioria das escolas em todo o Estado, as aulas ocorreram normalmente nesta terça-feira.


“Até às 11h de hoje, 95% dos docentes estiveram presentes em salas de aula”, informou a pasta acrescentando que, nos casos de faltas, o superior imediato analisará a justificativa apresentada, de acordo com a legislação.
Em algumas escolas de Piracicaba a direção enfrentou dificuldades para suprir a falta de professores, inclusive de eventuais.

“Pelo menos os professores que iriam paralisar poderiam ter me avisado e não eu ter que ficar ligando nas escolas para saber. Tenho muitos alunos e uma eventual só”, desabafou a diretora de uma escola em Piracicaba.

Beto Silva
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