Retorno à normalidade vai depender do governo federal (Foto: Claudinho Coradini/JP)

Os Correios em Piracicaba e em todo o Brasil estão em greve por tempo indeterminado. A paralisação foi definida na noite da última segunda-feira (17). Como informa o Sintectcas (Sindicato dos Trabalhadores em Correios de Campinas), a paralisação ocorre em todos os setores da área operacional da empresa (carteiros, atendentes, operadores de triagem e transbordo e suporte), mas um contingente de 30% é mantido para garantir o atendimento dos serviços.

Um dos motivos da deflagração da greve da categoria, destaca o sindicato por meio de nota à imprensa, é por entenderem que os Correios tiraram alguns direitos dos servidores. De acordo com texto da entidade, “Foram retiradas 70 cláusulas com direitos como 30% do adicional de risco, vale alimentação, licença maternidade de 180 dias, auxílio creche, indenização de morte, auxílio creche, indenização de morte, auxílio para filhos com necessidades especiais, pagamento de adicional noturno e horas extras”, entre outros reivindicações.

O retorno a normalidade, afirma o sindicato, depende dos Correios e do Governo Federal em negociar. Além da reivindicação pela manutenção das Cláusulas da Sentença Normativa, a greve, segundo a entidade, também é para mostrar que os servidores são contra a privatização e para denunciar o sucateamento da classe. “Entre as ações para sucateamento da empresa está a demissão de mais de trinta mil trabalhadores nos últimos anos e a falta de realização de concursos para a contratação de trabalhadores para suprirem essas demissões”, esclarece o sindicato.

Ainda ressalta que as unidades de Piracicaba funcionam no horário normal e atendem com todos os serviços, “inclusive Sedex e PAC, continuam sendo postados e entregues em todos os municípios”, apontam os Correios em nota.

Sobre a negociação, os Correios, também por meio de sua assessoria, informam que tratam com as entidades sindicais com o que chamam de “objetivo primordial”, como “cuidar da sustentabilidade financeira da empresa, a fim de retomar seu poder de investimento e sua estabilidade, para se proteger da crise financeira ocasionada pela pandemia”.

“Conforme amplamente divulgado, a diminuição de despesas prevista com as medidas de contenção em pauta é da ordem de R$ 600 milhões anuais. As reivindicações da Fentect, por sua vez, custariam aos cofres dos Correios quase R$ 1 bilhão no mesmo período – dez vezes o lucro obtido em 2019. Trata-se de uma proposta impossível de ser atendida”, completam em nota.

Erick Tedesco

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